As ausências e o rumo da Copa Davis

Crédito: Cristiano Andujar

Um confronto da equipe brasileira abre a série de confrontos que acontecem pela Copa Davis até o domingo, com a disputa de vaga na primeira divisão de 2018 e, principalmente, a decisão dos times classificados para a final da competição na temporada atual. E, como já tem sido tão comum na Copa do Mundo do tênis, será um fim de semana marcado por ausências.

Lesões, aposentadoria da competição, falta de preparo físico, falta de vontade ou alguma presepada mesmo, a lista de jogadores que poderiam estar escalados para jogar este fim de semana é grande:


🇩🇪 Alexander Zverev #4, Mischa Zverev #27, Philipp Kohlschreiber #34 e Florian Mayer #69

🇦🇷 Juan Martin Del Potro #24, Leo Mayer #53, Horacio Zeballos #64 e Federico Delbonis #65

🇧🇷 Rogerio Dutra Silva #74 e Thomaz Bellucci #76

🇨🇦 Milos Raonic #11

🇨🇴 Robert Farah #27D

🇭🇷 Ivo Karlovic #49, Borna Coric #56 e Ivan Dodig #13D

🇳🇱 Jean-Julien Rojer #10D

🇯🇵 Kei Nishikori #14

🇨🇿 Tomas Berdych #19

🇷🇺 Andrey Kuznetsov #88 e Evgeny Donskoy #89

🇷🇸 Novak Djokovic #6, Viktor Troicki #47 e Janko Tipsarevic #68

🇨🇭 Roger Federer #2 e Stan Wawrinka #8

Crédito: Corinne Dubreil/ITF

Sim, a ausência de estrelas em (não apenas) playoffs tem sido cada vez mais frequente na Copa Davis, motivo pelo qual a Federação Internacional de Tênis (ITF) planeja mudanças há anos e está prestes a colocar em prática sem ir no principal foco do problema, é claro.

O problema da competição não é a quantidade de sets, ou a final não ser em local neutro. Há dois problemas mais urgentes que são o calendário e a grana.

Primeiro vamos ao calendário: A rodada que começa hoje acontece seguida ao US Open, sendo que na Davis não é tão simples uma equipe chegar e jogar. Tem uma semana de treinos, o piso muda, a bola muda, a altitude muda, a distância é longa dependendo do país que sedia, tem adaptação ao fuso horário.

Mas é só na semana dos Playoffs? Não, a primeira rodada do Grupo Mundial tem sido logo após o Australian Open, as quartas de final e zonais logo após a sequência dos Masters 1000 de Cincinnati e Miami. E se tivesse mais duas semanas de Davis no ano, encaixariam pós Roland Garros e Wimbledon.

Enfim, mas não se fala em trocar o calendário da competição centenária, o que precisaria de uma negociação forte com a ATP.

Crédito: Corinne Dubreil/ITF

E o outro detalhe que a ITF deixa claro é que quer as estrelas jogando, mas por “patriotismo”. A dona da Davis distribui dinheiro de premiação para as federações/confederações nacionais com um valor não divulgado publicamente e definido a portas fechadas em Assembleia Geral e não são todos os países que repassam a verba diretamente aos atletas seja ela inteira ou descontadas despesas, com valor igualitário ou dividido conforme ranking, com regras claras, enfim.

Não basta demonizar as entidades políticas de cada país e achar que elas são as culpadas. A ITF divulga todo ano um comunicado se gabando do alcance mundial da Davis, a quantidade de espectadores, telespectadores, acessos ao site, mídias sociais e acesso ao seu mais novo canal pago que estreia neste fim de semana com os jogos transmitidos ao vivo para todo o planeta.

Os países que sediam um confronto arcam com as despesas e têm espaço limitado para explorar em patrocínios, pois o produto já vem pronto e com marcas pelas quais arrecada a sua grana a ITF. Então é só a ITF? Não, as entidades de cada país aprovam as contas dela e suas decisões. As mudanças estouram para o lado dos atletas por ser mais fácil, eles não estão presentes nas reuniões e são poucos os países que dão participação a eles nas entidades nacionais.

Crédito Takeo Tanuma/ITF

No Brasil causou um certo espanto as ausências primeiro de Rogerio Dutra Silva e depois de Thomaz Bellucci, cada uma com o seu motivo. Mas a equipe brasileira é um ponto fora da curva quando se fala de ausências por parte do jogador, já que o torcedor sabe escalar o time quase fixo com Bellucci, a dupla Melo/Soares e mais um. Eles geralmente estão presentes até mesmo em zonais, o que não é nem de longe a coisa mais comum numa Copa Davis, só que no nosso caso a quantidade de atletas que temos com nível e experiência neste tipo de competição é o que causa o prejuízo.

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As marcas de Bia Haddad Maia em Wimbledon

Credito: AELTC/Dave Shopland

Beatriz Haddad Maia não teve referências no tênis feminino brasileiro quando juvenil. Quando pequena, sua tenista favorita no feminino era a belga Justine Henin, na adolescência passou a apontar para Petra Kvitova como o seu modelo favorito de jogo. Falta de jogadoras no top 100, em chaves principais de Grand Slam, com títulos WTA e vitórias em torneios grandes.

Desde quando a paulista de 21 anos nasceu, apenas Teliana Pereira havia disputado a chave principal de Grand Slams e isso aconteceu já no momento em que Bia estava competindo no tênis profissional. Em Wimbledon, o hiato de participações brasileiras foi de 1991 a 2013, um total de 23 edições consecutivas sem nenhuma jogadora do país.

Assim como Teliana foi desbravadora nos últimos três anos, agora chegou o momento de Bia ser a referência para as jovens tenistas. Ela obteve nesta segunda-feira a sua primeira vitória em chave principal de Grand Slam em sua segunda partida disputada neste nível. Em Roland Garros, passou o quali e perdeu para a russa Elena Vesnina, mas em Wimbledon, derrotou a britânica Laura Robson com 6/4 6/2 para se tornar apenas a oitava brasileira a vencer no Slam da grama em simples.

Antes de Bia, nem mesmo Teliana havia conseguido vencer jogos em Londres. A última havia sido a paranaense Gisele Miró, em 1988. As outras seis tenistas brasileiras que venceram partidas em Wimbledon foram Niege Dias, em 1986, Claudia Monteiro, em 1984, Patricia Medrado, em 1982, Suzana Petersen, em 1969, Ingrid Metzner, primeira brasileira a jogar o torneio, em 1956, e Maria Esther Bueno, a única que venceu mais de um jogo na grama inglesa, com um total de 51 vitórias e três títulos conquistados.

A primeira vitória de Bia em Wimbledon encerra um jejum de 28 anos para o Brasil, vai colocá-la em seu melhor ranking da carreira após o torneio inglês, hoje ela estaria próxima de 80ª. E esta também foi o 58º triunfo de uma brasileira no Grand Slam britânico em 92 jogos disputados por tenistas do Brasil, número que é turbinado com as campanhas históricas de Maria Esther Bueno, tricampeã em 1959, 1960 e 1964, além do vice em 1965 e 1966.

A história mostra que poucas brasileiras tiveram o privilégio de jogar a chave principal em Wimbledon, sendo que Bia é apenas a 12ª em mais de 100 anos de torneio. Entre as que não venceram jogos na chave, Maria Helena Amorim, Glaucia Langela, Andrea Vieira e Teliana Pereira se juntam às oito citadas anteriormente.

Há torcedores que lamentaram o fato de a brasileira enfrentar a cabeça de chave 2 do torneio, a romena Simona Halep, já na segunda rodada. Mas pelo histórico de campanhas das brasileiras, Bia já fez grande coisa ao vencer a estreia e tem muita coisa a seu favor. É jovem, ainda desconhecida de algumas das principais jogadoras do circuito, enfrenta uma adversária que tem um jogo que não lhe é tão incômodo, entra sem pressão nenhuma enquanto Halep está em busca do primeiro título de Grand Slam e no número 1 do mundo. E caso consiga uma vitória, o que não seria absurdo pelas condições encontradas, seria a primeira brasileira desde Maria Esther Bueno a vencer mais de um jogo no torneio mais tradicional do tênis.

Tal qual fez Teliana ao encerrar o jejum de brasileiras em chaves principais de Grand Slam, em títulos de WTA e no top 100 do ranking feminino, agora é Bia quem assume o papel principal do tênis feminino brasileiro em um momento no qual as outras jogadoras do país não vivem uma fase promissora. Enquanto Bia vai subindo em seu nível de jogo e nas posições do ranking, Teliana e Paula Gonçalves estão fora do top 300.

E hoje também há poucas jogadoras de menos de 23 anos com bons resultados. Laura Pigossi, de 22 anos, é a 408ª do mundo, Carolina Alves, de 21, é a 456ª, Luisa Stefani é 728ª, Thaisa Pedretti ocupa o número 734, Ingrid Gamarra Martins é 792ª, Karolayne Rosa é 956ª e Rafaela Sanros é 1096ª. Elas são as poucas novatas em um ranking que tem apenas 15 jogadoras brasileiras atualmente. No ranking mundial juvenil, Pedretti é a única entre as 100 melhores.

Bia é um dos raros casos no feminino de tenista que cresceu acompanhada pela Confederação Brasileira de Tênis. Ela recebe apoio com passagens aéreas desde que ingressou na academia de Larri Passos e fez parte do pouco duradouro Projeto Olímpico, em 2011. Um caso de sucesso, mesmo depois de problemas que atrapalharam sua carreira neste período.

O papel tem sido bem feito dentro de quadra por Bia e fora de quadra por sua equipe já há alguns anos. Agora é hora de aproveitar o sucesso dela não apenas para comemorar e se vangloriar do que deu certo, mas que se trabalhe por uma sequência, com meninas de 12, 14, 16 e 18 aproveitando a referência, para que não fiquem tantos tabus a serem quebrados nos próximos 20 ou 30 anos.

Abaixo, a lista de jogos de brasileiras na chave principal de Wimbledon:


1956 – Ingrid Metzner

R128: Ingrid Metzner (BRA) d. Elsa Schmith (DEN) – 6/3 6/4

R64: Pat Hird (GBR) d. Ingrid Metzner (BRA) – 3/6 6/0 7/5


1957 – Maria Helena Amorim

R64: Berna Thung (NED) d. Maria Helena Amorim (BRA) – 6/3 4/6 6/1


1958 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Hazel Cheadle (GBR) – 6/1 6/2

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Renee Schuurman (RSA) – 6/0 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Joan Curry (GBR) – 6/0 6/2

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Thelma Long (AUS) – 6/2 6/3

QF: Ann Haydon (GBR) d. Maria Esther Bueno (BRA) [4] – 6/3 7/5


1959 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Pauline Edwards (GBR) – 6/1 6/3

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Margot Dittmeyer (GER) – 4/6 6/1 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Mimi Arnold (USA) – 5/7 6/3 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Ruia Morrison (NZL) – 6/1 7/5

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Edda Buding (GER) – 6/3 6/3

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Sally Moore (USA) [7] – 6/2 6/4

F: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Darlene Hard (USA) [4] – 6/4 6/3


1960 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Christianne Mercelis (BEL) – 6/3 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Tone Schirmer (NOR) – 6/2 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Margaret Hellyer (AUS) – 6/0 6/0

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Angela Mortimer (GBR) [5] – 6/1 6/1

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Christine Truman (GBR) [3] – 6/0 5/7 6/1

F: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Sandra Reynolds (RSA) [8] – 8/6 6/0


1962 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Margaret Vamer (USA) – 6/3 6/4

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Edda Buding (GER) – 6/4 4/6 6/3

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Anna Dmitrieva (URS) – 3/6 6/1 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Deidre Catt (GBR) – 6/2 6/4

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Lesley Turner (AUS) [7] – 2/6 6/4 6/2

SF: Vera Sukova (TCH) d. Maria Esther Bueno (BRA) [3] – 6/4 6/3


1963 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Parveen Ahmed (PAK) – 6/0 6/0

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Annette van Zyl (RSA) – 6/2 6/0

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Liz Sterkie (GBR) – 6/1 7/5

QF: Billie Jean King (USA) d. Maria Esther Bueno (BRA) [7] – 6/2 7/5


1964 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Carol Prosen (USA) – 6/0 6/3

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Christianne Mercelis (BEL) – 6/1 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Trudy Groenman (NED) – 6/1 6/1

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Robyn Rbbern (AUS) [8] – 6/4 6/1

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Lesley Turner (AUS) [4] – 3/6 6/4 6/4

F: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Margaret Court (AUS) [1] – 6/4 7/9 6/3


1965 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Winnie Shaw (GBR) – 6/3 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Madonna Schacht (AUS) – 6/4 7/5

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Ann Jones (GBR) – 6/4 7/5

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Julie Albert (USA) – 6/2 6/2

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Billie Jean King (USA) [5] – 6/4 5/7 6/3

F: Margaret Court (AUS) [2] d. Maria Esther Bueno (BRA) [1] – 6/4 7/5


1966 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Stephanie de Fina (USA) – 6/1 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Tory Fretz (USA) – 6/2 6/0

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Judy Tegart (AUS) – 6/3 4/6 6/2

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Françoise Durr (FRA) [7] – 6/4 6/3

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Ann Jones (GBR) [3] – 6/3 9/11 7/5

F: Billie Jean King (USA) [4] d. Maria Esther Bueno (BRA) [2] – 6/3 3/6 6/1


1967 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Laura Rossouw (RSA) – 6/3 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Lynn Abbes (USA) – 6/4 6/0

R16: Rosie Casals (USA) d. Maria Esther Bueno (BRA) [2] – 2/6 6/2 6/3


1968 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Lea Pericoli (ITA) – WO

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Carol Sherriff (AUS) – 6/4 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Julie Heldman (USA) – 6/4 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Rosie Casals (USA) – 5/7 6/4 6/3

QF: Nancy Richey (USA) [3] d. Maria Esther Bueno (BRA) [6] – 6/4 6/2


1969 – Suzana Petersen

R128: Suzana Petersen (BRA) d. Eva Lundquist (SWE) – 6/4 7/9 6/2

R64: Helen Amos (AUS) d. Suzana Petersen (BRA) – 6/4 3/6 6/4


1970 – Suzana Petersen

R128: Alena Palmeova (TCH) d. Suzana Petersen (BRA) – 6/2 6/3


1976 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) d. Robin Tenney (USA) – 6/4 6/4

R64: Maria Esther Bueno (BRA) d. Bunny Bruning (USA) – 6/4 3/6 8/6

R32: Maria Esther Bueno (BRA) d. Mona Guerrant (USA) – 6/4 3/6 6/3

R16: Sue Barker (GBR) [7] d. Maria Esther Bueno (BRA) – 2/6 6/2 6/1


1977 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) d. Janet Newberry (USA) – 1/6 8/6 8/6

R32: Billie Jean King (USA) [5] d. Maria Esther Bueno (BRA) – 6/2 7/5


1979 – Patricia Medrado

R128: Pam Shriver (USA) [16] d. Patricia Medrado (BRA) – 6/4 6/3


1981 – Glaucia Langela

R64: Sue Leo (AUS) d. Glaucia Langela (BRA) – 6/1 4/6 6/2


1982 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Sue Leo (AUS) d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/3 2/6 6/3

R64: Patricia Medrado (BRA) d. Eva Pfaff (GER) – 6/3 7/6

R32: Wendy Turnbull (AUS) [6] d. Patricia Medrado (BRA) – 6/2 6/4


1983 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Elise Burgin (USA) d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/2 6/4

R128: Barbara Potter (USA) [11] d. Patricia Medrado (BRA) – 7/5 6/1


1984 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Claudia Monteiro (BRA) d. Anna-Maria Fernandez (USA) – 4/6 6/2 9/7

R64: Andrea Temesvari (HUN) [15] d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/4 6/1

R128: Michelle Torres (USA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/2 6/7 10/8


1985 – Niege Dias e Patricia Medrado

R128: Elise Burgin (USA) d. Patricia Medrado (BRA) – 7/6 6/2

R128: Diane Balestrat (AUS) d. Niege Dias (BRA) – 6/0 6/2


1986 – Niege Dias e Patricia Medrado

R128: Catherine Suire (FRA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/4 3/6 6/4

R128: Niege Dias (BRA) d. Annabel Croft (GBR) – 1/6 6/2 6/4

R64: Marie Christine Calleja (FRA) d. Niege Dias (BRA) – 6/2 6/4


1987 – Gisele Miró e Niege Dias

R128: Elizabeth Smylie (AUS) d. Niege Dias (BRA) – 6/2 6/3

R64: Isabelle Demongeot (FRA) d. Gisele Miró (BRA) – 6/3 6/1


1988 – Gisele Miró e Patricia Medrado

R128: Catherine Tanvier (FRA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/3 6/1

R128: Akiko Kijimuta (JPN) d. Gisele Miró (BRA) – 4/6 6/0 6/2


1989 – Gisele Miró

R128: Gisele Miró (BRA) d. Elna Reinach (RSA) – 6/1 6/3

R64: Anne Hobbs (GBR) d. Gisele Miró (BRA) – 5/7 6/2 6/4


1990 – Andrea Vieira

R128: Andrea Leand (USA) d. Andrea Vieira (BRA) – 6/3 7/5


2014 – Teliana Pereira

R128: Simona Halep (ROU) [3] d. Teliana Pereira (BRA) – 6/2 6/2


2015 – Teliana Pereira

R128: Camila Giorgi (ITA) [31] d. Teliana Pereira (BRA) – 7/6(4) 6/3


2016 – Teliana Pereira

R128: Varvara Lepchenko (USA) d. Teliana Pereira (BRA) – 5/7 7/6(3) 6/2


2017 – Beatriz Haddad Maia

R128: Beatriz Haddad Maia (BRA) d. Laura Robson (GBR) – 6/4 6/2

A disputa pelo número 1 do tênis em Wimbledon

Foto: LTA

A 131ª edição de Wimbledon começa na manhã desta segunda-feira em um torneio que será palco da disputa pela liderança nos rankings de simples da ATP e da WTA num momento em que não há amplo favoritismo de nenhum tenista na chave masculina e nem na feminina, além daqueles nomes fortes a busca pelos títulos que estão fora desta briga direta por ranking.

Pelo topo do tênis masculino, o britânico Andy Murray, atual líder, tem como concorrentes o espanhol Rafael Nadal, o suíço Stan Wawrinka e o sérvio Novak Djokovic. Dos quatro, apenas o suíço jamais esteve na liderança do ranking mundial.

Já no feminino, que tem a ausência da futura mamãe Serena Williams, a alemã Angelique Kerber é quem tenta manter a liderança contra a concorrência da romena Simona Halep e a tcheca Karolina Pliskova, que buscam o topo do ranking pela primeira vez.

O que abriu a porta para esta concorrência no ranking foi justamente as campanhas pouco regulares dos atuais líderes Andy Murray e Angelique Kerber na temporada.

Murray é o número 1 da ATP desde novembro de 2016 e neste ano conquistou apenas um título, no ATP 500 de Dubai, em março. Nos dois Grand Slams já disputados no ano, parou nas oitavas de final do Australian Open contra o alemão Mischa Zverev (50º) e nas semifinais de Roland Garros contra Wawrinka (3º). Nos quatro torneios de Masters 1000 que disputou, não chegou às quartas de final em Indian Wells, Miami, Madri e Roma.

O único torneio disputado pelo britânico desde Roland Garros foi o ATP 500 de Queen’s, em Londres, também na grama, onde caiu na primeira rodada contra o australiano Jordan Thompson, em dois sets.

Crédito: Divulgação

Ao mesmo tempo em que os líderes são inconstantes, há jogadores com uma temporada de resultados mais consistentes. Rafael Nadal vem da décima conquista em Roland Garros, além do vice-campeonato na Austrália, dos títulos de Monte Carlo e Madri e o vice em Miami na final contra Federer. O espanhol optou por não jogar torneios antes de Wimbledon e utilizou o período para treinar na quadra de grama em Mallorca.

Wawrinka foi semifinalista do Australian Open e vice-campeão de Roland Garros. Seu único título na temporada foi no saibro de Genebra, na Suíça. Também foi finalista em Indian Wells, onde perdeu para Federer. Na grama de Queen’s, perdeu na primeira rodada para o espanhol Feliciano Lopez (32º), em dois sets.

Djokovic começou o ano vencendo o ATP de Doha, no Qatar, mas ficou na segunda rodada do Australian Open contra o uzbeque Denis Istomin (117º) e nas quartas de final em Roland Garros contra o austríaco Dominic Thiem (7º). Na preparação para Wimbledon, conquistou neste fim de semana o ATP 250 de Eastbourne, onde não perdeu sets contra Vasek Pospisil (75º), Donald Young (47º), Daniil Medvedev (52º) e Gael Monfils (16º).

Murray se mantém como número 1 com título ou com o vice-campeonato caso Nadal não seja o campeão e até perdendo na semifinal desde que Nadal e Wawrinka não sejam finalistas.

Nadal assume a liderança do ranking com título sem depender de nenhum resultado. Ele também pode terminar como número 1 perdendo na final desde que Murray não seja o campeão. O espanhol ainda tem mais combinações que o favorecem.

Wawrinka precisa ser campeão sem que o vice seja Murray ou Nadal para virar número 1.

Djokovic precisa ser campeão e contar que Murray e Nadal não passem das quartas de final.

Veja tabela abaixo:

Kerber reassumiu a liderança da WTA em maio deste ano, em posição que já havia estado entre setembro de 2016 e janeiro deste ano, e de março a abril de 2017. Ela vem em uma temporada sem títulos, parou nas oitavas de final do Australian Open e na primeira rodada de Roland Garros. No torneio de Eastbourne, preparatório para Wimbledon, perdeu nas quartas de final para a britânica Johanna Konta.

A romena Simona Halep é a atual número 2 em uma temporada na qual perdeu na primeira rodada do Australian Open e ficou com o vice-campeonato de Roland Garros contra uma improvável Jelena Ostapenko. Mas ela conquistou um título importante no Premier de Madri e foi finalista de Roma. Antes de Wimbledon, perdeu nas quartas de final de Eastbourne para a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

Crédito: Divulgação

Número 3 da WTA antes de Wimbledon, a tcheca Karolina Pliskova é a tenista que chega no melhor momento e com as maiores chances de sair de Londres como líder do ranking. Embora tenha perdido nas quartas de final do Australian Open e na semifinal de Roland Garros, ela obteve os títulos de Brisbane, Doha e conquistou o torneio no último evento preparatório para o Grand Slam britânico, em Eastbourne.

Atual campeã de Wimbledon, Kerber precisa defender o título e contar com as quedas de Halep e Pliskova antes das semifinais para manter a liderança.

Halep assume o número 1 do  ranking WTA se conquistar o título, que seria o seu primeiro de Grand Slam na carreira. Ela também pode ser líder com o vice desde que a campeã não seja Pliskova.

Já Pliskova será número 1 conquistando o título independentemente da vice-campeã. Caso perca a final, ela também vira líder desde que a vencedora não seja Halep.

Veja tabela abaixo:

Mas seriam os tenistas que estão em busca da liderança os principais favoritos ao título? Não necessariamente, já que o torneio marca a volta do suíço Roger Federer no masculino. Ele venceu o Australian Open e os Masters 1000 de Indian Wells e Miami antes de um hiato até a temporada de grama. No feminino, a tcheca Petra Kvitova conquistou na fase de preparação para Wimbledon o título de Birmingham e chega também como candidata ao seu terceiro título em Londres.

A programação tem jogos a partir das 7h30 (de Brasília) nesta segunda-feira, com jogos transmitidos pela ESPN e o Sportv. Neste primeiro dia estreiam Andy Murray, Stan Wawrinka, Rafael Nadal e Nick Kyrgios pela chave masculina, enquanto Petra Kvitova, Simona Halep, Elina Svitolina e Victoria Azarenka jogam pela feminina. Entre os brasileiros, Bia Haddad Maia abre a quadra 18 (aquela!) contra a anfitriã Laura Robson, Rogerio Dutra Silva encara o francês Benoit Paire na abertura da quadra 4 e Thiago Monteiro faz o primeiro jogo da quadra 16 contra o australiano Andrew Whittington, que veio do qualifying.

Confira abaixo a programação desta segunda-feira:

QUADRA CENTRAL – 9h

Andy Murray (GBR) [1] vs Alexander Bublik (KAZ)

Johanna Larsson (SWE) vs Petra Kvitova (CZE) [11]

Daniil Medvedev (RUS) vs Stan Wawrinka (SUI) [5]

QUADRA 1 – 9h

Elise Mertens (BEL) vs Venus Williams (USA) [10]

Rafael Nadal (ESP) [4] vs John Millman (AUS)

Johanna Konta (GBR) [6] vs Su-Wei Hsieh (TPE)

QUADRA 2 – 7h30

Jo-Wilfried Tsonga (FRA) [12] vs Cameron Norrie (GBR)

Marina Erakovic (NZL) vs Simona Halep (ROU) [2]

Philipp Kohlschreiber (GER) vs Marin Cilic (CRO) [7]

Maryna Zanevska (BEL) vs Heather Watson (GBR)

QUADRA 3 – 7h30

Nick Kyrgios (AUS) [20] vs Pierre-Hugues Herbert (FRA)

Ashleigh Barty (AUS) vs Elina Svitolina (UKR) [4]

Ivo Karlovic (CRO) [21] vs Aljaz Bedene (GBR)

Jelena Ostapenko (LAT) [13] vs Aliaksandra Sasnovich (BLR)

QUADRA 12 – 7h30

Nao Hibino (JPN) vs Madison Keys (USA) [17]

Kei Nishikori (JPN) [9] vs Marco Cecchinato (ITA)

Dominika Cibulkova (SVK) [8] vs Andrea Petkovic (GER)

Steve Johnson (USA) [26] vs Nicolas Kicker (ARG)

QUADRA 18 – 7h30

Beatriz Haddad Maia (BRA) vs Laura Robson (GBR)

Fernando Verdasco (ESP) [31] vs Kevin Anderson (RSA)

Marton Fucsovics (HUN) vs Gilles Muller (LUX) [16]

QUADRA 4 – 7h30

Rogerio Dutra Silva (BRA) vs Benoit Paire (FRA)

Peter Gojowczyk (GER) vs Marius Copil (ROU)

Ying-Ying Duan (CHN) vs Ana Bogdan (ROU)

QUADRA 5 – 7h30

Andrey Kuznetsov (RUS) vs Karen Khachanov (RUS) [30]

Norbert Gombos (SVK) vs Andreas Seppi (ITA)

Madison Brengle (USA) vs Richel Hogenkamp (NED)

Marketa Vondrousova (CZE) vs Shuai Peng (CHN)

QUADRA 6 – 7h30

Simone Bolelli (ITA) vs Yen-Hsun Lu (TPE)

Mirjana Lucic-Baroni (CRO) [26] vs Carina Witthoeft (GER)

Jiri Vesely (CZE) vs Illya Marchenko (UKR)

QUADRA 7 – 7h30

Denis Shapovalov (CAN) vs Jerzy Janowicz (POL)

Barbora Strycova (CZE) [22] vs Veronica Cepede Royg (PAR)

Lukas Rosol (CZE) vs Henri Laaksonen (SUI)

QUADRA 8 – 7h30

Camila Giorgi (ITA) vs Alize Cornet (FRA)

Julien Benneteau (FRA) vs Sergiy Stakhovsky (UKR)

Damir Dzumhur (BIH) vs Renzo Olivo (ARG)

Donna Vekic (CRO) vs Natalia Vikhlyantseva (RUS)

QUADRA 9 – 7h30

Carlos Berlocq vs Nikoloz Basilashvili (GEO)

Sara Sorribes Tormo (ESP) vs Naomi Osaka (JPN)

Caroline Garcia (FRA) [21] vs Jana Cepelova (SVK)

Facundo Bagnis (ARG) vs Radu Albot (MDA)

QUADRA 11 – 7h30

Thomas Fabbiano (ITA) vs Sam Querrey (USA) [24]

Francesca Schiavone (ITA) vs Mandy Minella (LUX)

Viktor Troicki (SRB) vs Florian Mayer (GBR)

Françoise Abanda (CAN) vs Kurumi Nara (JPN)

QUADRA 14 – 7h30

João Sousa (POR) vs Dustin Brown (GER)

Malek Jaziri (TUN) vs Lucas Pouille (FRA) [14]

Naomi Broady (GBR) vs Irina-Camelia Begu (ROU)

Sabine Lisicki (GER) vs Ana Konjuh (CRO) [27]

QUADRA 15 – 7h30

Aryna Sabalenka (BLR) vs Irina Khromacheva (RUS)

Andras Haider-Maurer (AUT) vs Roberto Bautista Agut (ESP) [18]

Katerina Siniakova (CZE) vs Maria Sakkari (GRE)

Jennifer Brady (USA) vs Danka Kovinic (MNE)

QUADRA 16 – 7h30

Thiago Monteiro (BRA) vs Andrew Whittington (AUS)

Kristyna Pliskova (CZE) vs Roberta Vinci (ITA) [31]

Tommy Haas (GER) vs Ruben Bemelmans (BEL)

Elena Vesnina (RUS) [15] vs Anna Blinkova (RUS)

QUADRA 17 – 7h30

Kai-Chen Chang (TPE) vs Qiang Wang (CHN)

Donald Young (USA) vs Denis Istomin (UZB)

Dmitry Tursunov (RUS) vs Fabio Fognini (ITA) [28]

Yulia Putintseva (KAZ) vs Anastasija Sevastova (LAT) [18]

A SER DEFINIDO 1

Não antes das 13h

Victoria Azarenka (BLR) vs Catherine Bellis (USA)

Não antes das 13h

Carla Suarez Navarro (ESP) [25] vs Eugenie Bouchard (CAN)

Aquele que não se entrega

Rogerio Dutra Silva
Crédito: Cristiano Andujar/CBT

Em um momento inferior a João Souza, o Feijão, Rogerinho recebe uma convocação para defender o Brasil na Copa Davis contra a Espanha, em São Paulo. Sua filha está prestes a nascer, o emocional está pulsando. Torcida e imprensa pegam no pé não apenas do capitão, mas do tenista, que entra em quadra e sente.

Aquele cara que havia dado ao país a vaga nos Playoffs em um momento difícil contra o Equador, sem contar com Thomaz Bellucci e com Guilherme Clezar – que se lesionou durante o confronto -, vira alvo de críticas. Não consegue entrar no jogo e vê o espanhol Roberto Bautista Agut fechar rápido, com 6/0 6/1 6/3. Os termos usados são “atropelo”, “vexame”, “vergonha”, e outros mais.

RogerioIbirapuera
Rogerinho com o capitão João Zwetsch no Ibirapuera Crédito: Marcello Zambrana/CBT

O tenista, na época com 30 anos, se afasta de torneios por cinco meses. Seu ranking despenca para baixo do top 500. E recomeça o trabalho de formiguinha… Enquanto o Brasil jogava a Copa Davis em Tecnopolis, em Buenos Aires, ele treinava na mesma cidade, no Parque Sarmiento, quieto, para retomar seu lugar na batalha por títulos de Challenger, qualis de ATP, top 100, primeiras rodadas de Grand Slam e por uma vaga em sua primeira Olimpíada aos 32 anos.

Pouco mais de dois anos depois, Rogerinho chora. Está sendo aplaudido depois de vencer no quinto set – com parciais de 4/6 7/6(5) 2/6 7/6(4) 6/2 – o russo Mikhail Youzhny, ex-integrante do top 10, na primeira rodada de Roland Garros, jogada uma semana depois de uma lesão no tornozelo. Um jogo no qual ele entrou em quadra sem saber se jogaria até o fim, não que estivesse disposto a desistir, mas ainda com o receio de as dores não o deixarem seguir. Outra torção, uma queda em quadra, placar abaixo em 2 sets a 1, match point contra…

Veja a entrevista de Rogerinho ao Bandsports após a vitória

Ele não desistiu. Como não desistiu quando ficou de 2007 até 2011 sem furar um quali de Grand Slam, quando esteve 2 sets a 1 abaixo contra Teymuraz Gabashvili no US Open 2012, ou naquele US Open 2013 contra Vasek Pospisil, que virou depois de salvar sete match points. Como não deixou de lutar ao ter dois sets abaixo contra Nicolas Almagro em Wimbledon do ano passado, ou contra Jared Donaldson no Australian Open deste ano.

Nós podemos duvidar de Rogerinho. Temos todo o direito, embora o histórico nos mostra que temos grandes chances de quebrar a cara, pois ele não duvida de si próprio. Parece que quando fica mais difícil, é quando ele cresce mais.

Rogerinho não foi um juvenil de destaque, jogou poucos torneios ITF Juniors, não foi abraçado por uma entidade desde novo como aquele que seria um futuro campeão. Só se firmou entre os 200 do mundo aos 26 anos e virou top 100 pela primeira vez aos 28.

Ele não tem a técnica perfeita, é barulhento em quadra, mas corre e vai atrás de todas as bolas. Tem um coração absurdo.

Tem uma família que ama tênis. Seu pai, Eulicio, jogou o quali de Roland Garros em 1972, há 45 anos. Seu irmão Daniel joga futures mundo afora até hoje, aos 28 anos. Tem irmã que dá aula de tênis, o primo Alexandre, que viaja e treina a filha Alexandra para encarar o sonho de ser uma profissional do tênis, missão ainda mais dura no Brasil.

Em um momento no qual comemoramos os 20 anos da conquista de um Guga em Roland Garros, que tantos sonham com o surgimento de um novo Guga, eu quero mais é que apareçam uns 10 ou 20 Rogerinhos no esporte brasileiro.

Muguruza e Djokovic não decepcionam na estreia

Atuais campeões de Roland Garros, a espanhola Garbiñe Muguruza e o sérvio Novak Djokovic passaram sem sustos pela estreia, nesta segunda-feira, em Paris.

Iniciando a parceria com o agora técnico Andre Agassi, Djokovic bateu o espanhol Marcel Granollers com 6/3 6/4 6/2. Ele terá na segunda rodada um duelo com o português João Sousa, que espantou a “zica” e despachou o sérvio Janko Tipsarevic.

Muguruza não foi atrapalhada pelo pescoço, que a fez desistir na semifinal de Roma. Contra a italiana Francesca Schiavone, campeã de 2010 em Paris, a espanhola venceu por 2 sets a 0, com 6/2 6/4, e encara a estoniana Anett Kontaveit. Outra cabeça de chave a estrear bem foi Karolina Pliskova, que bateu a chinesa Saisai Zheng, com 7/5 6/2, e pega a russa Ekaterina Alexandrova.

Rafael Nadal também confirmou seu favoritismo e derrotou o francês Benoit Paire com 6/1 6/4 6/1, para encontrar na segunda rodada o holandês Robin Haase. Milos Raonic passou pelo belga Steve Darcis, com 6/3 6/4 6/2, e vai encarar Rogerinho.

Mas o dia não foi muito tranquilo para os franceses. Kristina Mladenovic, cotada para ir longe no torneio, quase ficou pelo caminho na estreia e penou para bater a americana Jennifer Brady, com 3/6 6/3 9/7. Richard Gasquet cedeu um set para o belga Arthur De Greef, mas venceu com 6/2 3/6 6/1 6/3. Já o cabeça 32 Gilles Simon caiu diante do georgiano Nikoloz Basilashvili, com 1/6 6/2 6/4 6/1.

A participação brasileira na chave feminina se encerrou nesta segunda-feira, com a derrota de Bia Haddad Maia para a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo, com 6/2 3/6 6/4. Depois de furar o quali, a paulistana teve bons momentos na partida e mostrou que pode jogar bem contra tenistas do mais alto nível da WTA com alguns ajustes, nada mal para quem está entrando agora no top 100.

Lá vem o número 1

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Andy Murray estreia nesta segunda Crédito: FFT

Andy Murray finalmente estreia em Roland Garros nesta terça-feira, contra o russo Andrey Kuznetsov, no segundo jogo da Philippe Chatrier, que terá a seguir a conclusão do duelo entre o alemão Alexander Zverev e o espanhol Fernando Verdasco, empatado em sets com 1 a 1.

Outro que faz sua primeira partida é o suíço Stan Wawrinka, contra o eslovaco Jozef Kovalik, em dia que ainda tem Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Nick Kyrgios e Juan Martin Del Potro.

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Simona Halep encara Cepelova em Roland Garros Crédito: FFT

Uma das favoritas ao título na chave feminina, a romena Simona Halep estreia contra a eslovaca Jana Cepelova, no último jogo programado para a quadra principal do complexo. Já a ucraniana Elina Svitolina duela com a cazaque Yaroslava Shvedova.

Entre os brasileiros, Thiago Monteiro joga sua primeira chave principal de Roland Garros encarando o convidado local Alexandre Muller. E ainda tem as duplas, com Bruno Soares e Jamie Murray contra os sérvios Tipsarevic e Viktor Troicki, Thomaz Bellucci e Carlos Berlocq enfrentando Jean-Julien Rojer e Horia Tecau, além de André Sá e Jonathan Erlich contra Martin Klizan e João Sousa.

Veja a programação completa aqui

Celebração, ausências e incertezas em Roland Garros 2017

Crédito: FFT

Com um efeméride emblemático para os brasileiros, Roland Garros inicia neste domingo, a partir das 11h locais (6h de Brasília) mais uma edição contando com algumas marcas, além de presenças e ausências notáveis, que só trazem mais incertezas neste ano.

Entre as marcas, a principal para os brasileiros é a da comemoração dos 20 anos do primeiro título de Gustavo Kuerten em Paris, em 1997. Guga será bastante festejado pelas duas décadas da incrível conquista, uma delas foi disponibilizada na sexta-feira pela Federação Francesa de Tênis, com um documentário bem emocionante, embora com algumas ausências de figuras que fizeram parte da conquista, como o técnico Larri Passos e a assessora de imprensa Diana Gabanyi. Confira o vídeo abaixo:

 

Também na sexta-feira foram definidas as chaves principais de simples, a masculina tendo Andy Murray, Novak Djokovic, Stan Wawrinka e Rafael Nadal como os quatro principais cabeças de chave, sendo que Djokovic aparece pela primeira vez ao lado do americano Andre Agassi, agora técnico, depois de ter dispensado a equipe toda. Murray, que nunca é muito “normal”, vive um momento inconstante, o sorteio das chaves sorriu para Wawrinka, que já conquistou o torneio há dois anos, enquanto Nadal voltou a apresentar um bom nível de tênis no saibro e não tem como deixar de ser favorito no momento.

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Rafael Nadal busca o 10º título Crédito: FFT

Outros nomes que chegam podendo buscar a taça são os do austríaco Dominic Thiem, dono de uma temporada bastante eficiente no saibro, além do novato alemão Alexander Zverev, primeiro nascido nos anos 90 a vencer um Masters 1000 na última semana em Roma. A ausência é o veterano Roger Federer, que começou bem a temporada, mas decidiu não sujar as meias no saibro depois de ter levado o Australian Open e os Masters de Indian Wells e Miami.

Thiem estreia já neste domingo contra o australiano Bernard Tomic, um jogador considerado chato (em todos os sentidos), que busca quebrar o ritmo e a paciência dos adversários. Pelo que fez no ano, o austríaco dificilmente será surpreendido.

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Rogerinho amparado por Wawrinka após lesionar o tornozelo em Genebra Crédito: Geneva Open ATP

Ainda sobre a chave masculina, este ano o Grand Slam parisiense tem três tenistas brasileiros em ação, com Thomaz Bellucci, Rogerio Dutra Silva e Thiago Monteiro. Bellucci teve alguns momentos bons no ano, como a semana em Houston, onde foi vice-campeão, Rogerinho vive talvez a melhor fase da carreira aos 33 anos, tanto em termos de ranking, quanto de resultados, mas abandonou a segunda rodada de Genebra contra Wawrinka (campeão do torneio) depois de cair em quadra e sentir uma lesão no tornozelo. Monteiro está na busca por se firmar no top 100 e os últimos resultados não foram bons, o que pode mudar com uma boa estreia em Paris.

O primeiro brasileiro a estrear é Thomaz Bellucci, que encara o sérvio Dusan Lajovic no último jogo da quadra 17. O sérvio é número 78 do mundo, não faz uma temporada excepcional, ainda menos no saibro, onde acumulou na Europa derrotas para o húngaro Attila Balasz (272º), no quali de Budapeste, para o novato americano Reilly Opelka (166º) no Challenger de Aix en Provence, na França, além de parar diante do jovem francês Benjamin Bonzi (então 306º), nas quartas de final do Challenger de Bordeaux, seu torneio mais recente.

Bellucci vem de vitórias maiores, além de jogos perdidos depois de ter larga vantagem, sempre um perigo quando lembramos que serão jogados cinco sets. Mas o favoritismo da partida é total do brasileiro.

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Victoria Azarenka presente apenas no Kids Day em Roland Garros 2017    Crédito: Corinne Dubreuil/FFT

Pela chave feminina, esta edição é de ausências. Serena Williams está grávida, Victoria Azarenka virou mãe e ainda não voltou a jogar, Maria Sharapova teve negado convite até para o qualifying depois de encerrar a suspensão por doping. Outras jogadoras como Garbiñe Muguruza e Simona Halep tiveram problemas físicos antes de Roland Garros, mas estão confirmadas no torneio e surgem entre as favoritas.

A cabeça de chave 1 é a alemã Angelique Kerber, número 1 do mundo, que vem numa fase lazarenta e não está cotada entre as favoritas. A cabeça de chave 2 é Karolina Pliskova, que não é lá uma especialista no saibro, tendo caído para Anastasija Sevastova na segunda rodada de Madri e Elina Svitolina nas quartas em Roma. Halep é a cabeça 3 e, se estiver bem fisicamente pode brigar pelo título em Paris, tem uma chave boa para isso. Quarta cabeça de chave, Muguruza estreia contra a campeã de 2010, a italiana Francesca Schiavone, e pode ir bem se também estiver 100% recuperada.

Mas o mais legal neste Roland Garros é ver a tcheca Petra Kvitova de volta depois de ela ter ficado afastada vítima de um assalto no qual foi esfaqueada. É ela que terá a honra de abrir a programação da Philippe Chatrier contra a americana Julia Boserup.

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Bia Haddad Maia furou o quali em Paris Crédito: Corinne Dubreuil/FFT

Para os brasileiros, outro destaque é a presença da paulista Beatriz Haddad Maia, a Bia, que furou o qualifying de um Grand Slam pela primeira vez na carreira e se torna apenas a 11ª tenista do Brasil a jogar a chave de simples de Roland Garros na Era Aberta (desde 1968) – enquanto no masculino foram 31 no período. Ela estreia na chave principal segunda-feira contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo, que é experiente mas acumula quatro derrotas consecutivas na gira de saibro, as duas mais recentes para jogadoras que vieram do qualifying.

Kerber joga logo em seguida contra a russa Ekaterina Makarova. Outro jogo de destaque é a estreia da russa Svetlana Kuznetsova, campeã em 2009 e vice em 2006, que encara a americana Christina McHale. A inesgotável Venus Williams é mais uma que estreia neste domingo contra a chinesa Qiang Wang buscando uma boa campanha, sendo que desde 2007 não alcança as quartas de final.

Cabeça 6, Dominika Cibulkova não vem de bons jogos na gira de saibro e estreia também neste domingo contra a espanhola Lara Arruabarrena.

Os jogos de Roland Garros serão transmitidos ao vivo pelo Bandsports, única emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil. Além da TV, os jogos também podem ser vistos pela internet no site http://www.bandsports.com.br. Para quem gosta de sofrer, tem ainda o app oficial e o site oficial de Roland Garros com o placar ao vivo.

Clique aqui para conferir a programação deste domingo.

Abaixo as chaves completas:

Masculina

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Feminina

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