Aquele que não se entrega

Rogerio Dutra Silva
Crédito: Cristiano Andujar/CBT

Em um momento inferior a João Souza, o Feijão, Rogerinho recebe uma convocação para defender o Brasil na Copa Davis contra a Espanha, em São Paulo. Sua filha está prestes a nascer, o emocional está pulsando. Torcida e imprensa pegam no pé não apenas do capitão, mas do tenista, que entra em quadra e sente.

Aquele cara que havia dado ao país a vaga nos Playoffs em um momento difícil contra o Equador, sem contar com Thomaz Bellucci e com Guilherme Clezar – que se lesionou durante o confronto -, vira alvo de críticas. Não consegue entrar no jogo e vê o espanhol Roberto Bautista Agut fechar rápido, com 6/0 6/1 6/3. Os termos usados são “atropelo”, “vexame”, “vergonha”, e outros mais.

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Rogerinho com o capitão João Zwetsch no Ibirapuera Crédito: Marcello Zambrana/CBT

O tenista, na época com 30 anos, se afasta de torneios por cinco meses. Seu ranking despenca para baixo do top 500. E recomeça o trabalho de formiguinha… Enquanto o Brasil jogava a Copa Davis em Tecnopolis, em Buenos Aires, ele treinava na mesma cidade, no Parque Sarmiento, quieto, para retomar seu lugar na batalha por títulos de Challenger, qualis de ATP, top 100, primeiras rodadas de Grand Slam e por uma vaga em sua primeira Olimpíada aos 32 anos.

Pouco mais de dois anos depois, Rogerinho chora. Está sendo aplaudido depois de vencer no quinto set – com parciais de 4/6 7/6(5) 2/6 7/6(4) 6/2 – o russo Mikhail Youzhny, ex-integrante do top 10, na primeira rodada de Roland Garros, jogada uma semana depois de uma lesão no tornozelo. Um jogo no qual ele entrou em quadra sem saber se jogaria até o fim, não que estivesse disposto a desistir, mas ainda com o receio de as dores não o deixarem seguir. Outra torção, uma queda em quadra, placar abaixo em 2 sets a 1, match point contra…

Veja a entrevista de Rogerinho ao Bandsports após a vitória

Ele não desistiu. Como não desistiu quando ficou de 2007 até 2011 sem furar um quali de Grand Slam, quando esteve 2 sets a 1 abaixo contra Teymuraz Gabashvili no US Open 2012, ou naquele US Open 2013 contra Vasek Pospisil, que virou depois de salvar sete match points. Como não deixou de lutar ao ter dois sets abaixo contra Nicolas Almagro em Wimbledon do ano passado, ou contra Jared Donaldson no Australian Open deste ano.

Nós podemos duvidar de Rogerinho. Temos todo o direito, embora o histórico nos mostra que temos grandes chances de quebrar a cara, pois ele não duvida de si próprio. Parece que quando fica mais difícil, é quando ele cresce mais.

Rogerinho não foi um juvenil de destaque, jogou poucos torneios ITF Juniors, não foi abraçado por uma entidade desde novo como aquele que seria um futuro campeão. Só se firmou entre os 200 do mundo aos 26 anos e virou top 100 pela primeira vez aos 28.

Ele não tem a técnica perfeita, é barulhento em quadra, mas corre e vai atrás de todas as bolas. Tem um coração absurdo.

Tem uma família que ama tênis. Seu pai, Eulicio, jogou o quali de Roland Garros em 1972, há 45 anos. Seu irmão Daniel joga futures mundo afora até hoje, aos 28 anos. Tem irmã que dá aula de tênis, o primo Alexandre, que viaja e treina a filha Alexandra para encarar o sonho de ser uma profissional do tênis, missão ainda mais dura no Brasil.

Em um momento no qual comemoramos os 20 anos da conquista de um Guga em Roland Garros, que tantos sonham com o surgimento de um novo Guga, eu quero mais é que apareçam uns 10 ou 20 Rogerinhos no esporte brasileiro.

Muguruza e Djokovic não decepcionam na estreia

Atuais campeões de Roland Garros, a espanhola Garbiñe Muguruza e o sérvio Novak Djokovic passaram sem sustos pela estreia, nesta segunda-feira, em Paris.

Iniciando a parceria com o agora técnico Andre Agassi, Djokovic bateu o espanhol Marcel Granollers com 6/3 6/4 6/2. Ele terá na segunda rodada um duelo com o português João Sousa, que espantou a “zica” e despachou o sérvio Janko Tipsarevic.

Muguruza não foi atrapalhada pelo pescoço, que a fez desistir na semifinal de Roma. Contra a italiana Francesca Schiavone, campeã de 2010 em Paris, a espanhola venceu por 2 sets a 0, com 6/2 6/4, e encara a estoniana Anett Kontaveit. Outra cabeça de chave a estrear bem foi Karolina Pliskova, que bateu a chinesa Saisai Zheng, com 7/5 6/2, e pega a russa Ekaterina Alexandrova.

Rafael Nadal também confirmou seu favoritismo e derrotou o francês Benoit Paire com 6/1 6/4 6/1, para encontrar na segunda rodada o holandês Robin Haase. Milos Raonic passou pelo belga Steve Darcis, com 6/3 6/4 6/2, e vai encarar Rogerinho.

Mas o dia não foi muito tranquilo para os franceses. Kristina Mladenovic, cotada para ir longe no torneio, quase ficou pelo caminho na estreia e penou para bater a americana Jennifer Brady, com 3/6 6/3 9/7. Richard Gasquet cedeu um set para o belga Arthur De Greef, mas venceu com 6/2 3/6 6/1 6/3. Já o cabeça 32 Gilles Simon caiu diante do georgiano Nikoloz Basilashvili, com 1/6 6/2 6/4 6/1.

A participação brasileira na chave feminina se encerrou nesta segunda-feira, com a derrota de Bia Haddad Maia para a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo, com 6/2 3/6 6/4. Depois de furar o quali, a paulistana teve bons momentos na partida e mostrou que pode jogar bem contra tenistas do mais alto nível da WTA com alguns ajustes, nada mal para quem está entrando agora no top 100.

Lá vem o número 1

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Andy Murray estreia nesta segunda Crédito: FFT

Andy Murray finalmente estreia em Roland Garros nesta terça-feira, contra o russo Andrey Kuznetsov, no segundo jogo da Philippe Chatrier, que terá a seguir a conclusão do duelo entre o alemão Alexander Zverev e o espanhol Fernando Verdasco, empatado em sets com 1 a 1.

Outro que faz sua primeira partida é o suíço Stan Wawrinka, contra o eslovaco Jozef Kovalik, em dia que ainda tem Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Nick Kyrgios e Juan Martin Del Potro.

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Simona Halep encara Cepelova em Roland Garros Crédito: FFT

Uma das favoritas ao título na chave feminina, a romena Simona Halep estreia contra a eslovaca Jana Cepelova, no último jogo programado para a quadra principal do complexo. Já a ucraniana Elina Svitolina duela com a cazaque Yaroslava Shvedova.

Entre os brasileiros, Thiago Monteiro joga sua primeira chave principal de Roland Garros encarando o convidado local Alexandre Muller. E ainda tem as duplas, com Bruno Soares e Jamie Murray contra os sérvios Tipsarevic e Viktor Troicki, Thomaz Bellucci e Carlos Berlocq enfrentando Jean-Julien Rojer e Horia Tecau, além de André Sá e Jonathan Erlich contra Martin Klizan e João Sousa.

Veja a programação completa aqui

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Djokovic estreia parceria com Agassi nesta segunda em Paris

Crédito: FFT

Atual campeão de Roland Garros, o sérvio Novak Djokovic é uma das principais atrações na rodada programada para esta segunda-feira e o motivo não é exatamente pela defesa do título, mas a presença de outro campeão em seu box: Andre Agassi.

Em um período turbulento e sem muitas explicações dos motivos, Djokovic dispensou toda a sua equipe técnica há algumas semanas (já havia dado deixado Boris Becker no final de 2016) e depois de viajar com o irmão Marko, anunciou após o vice-campeonato do Masters 1000 de Roma a contratação de Agassi.

Agassi venceu o Aberto da França em 1999 em título que marcou um ‘recomeço’ em sua carreira, inclusive na vida amorosa com Steffi Graf.

Depois de arrumar um guru para dar um jeito em problemas pessoais, Nole buscou Agassi para ajudar a colocar seu tênis novamente nos trilhos depois de interromper uma fase na qual dificilmente era batido.

O primeiro teste será na manhã desta segunda-feira, quando o número 2 do mundo estreia em Roland Garros contra o espanhol Marcel Granollers, no segundo jogo da Philippe Chatrier.

Outro destaque nesta segunda é a estreia de Rafael Nadal em busca do décimo título no Grand Slam francês. Ele encara o francês Benoit Paire no segundo jogo da Suzanne Lenglen.

Rafael Nadal
Nadal estreia em busca do décimo título Crédito: FFT

 

Alexander Zverev também disputa sua primeira partida nesta segunda-feira contra o espanhol Fernando Verdasco, um jogo perigoso para o garoto-prodígio da ATP.

Pela chave feminina, a espanhola Garbiñe Muguruza inicia a defesa do título abrindo a programação da Philippe Chatrier, às 11h locais (6h de Brasília), em jogo contra a Francesca Schiavone, campeã de 2010, que estava em queda-livre nas últimas temporadas, mas faz uma temporada bastante regular, com duas finais e um título no saibro no WTA de Bogotá.

Depois da queda da cabeça de chave 1, a alemã Angelique Kerber, já na primeira rodada neste domingo, o segundo dia de jogos marca a estreia da tcheca Karolina Pliskova, cabeça 2, contra a chinesa Saisai Zheng.

A francesa Kristina Mladenovic também faz sua estreia nesta segunda-feira contra a americana Jennifer Brady. Apesar da queda na primeira rodada de Roma, a francesa somou bons resultados no saibro e tem uma chave que a possibilita uma boa campanha em Paris.

O segundo dia marca a estreia de dois brasileiros em Paris, com Rogerio Dutra Silva encarando o russo Mikhail Youzhny no segundo jogo da quadra 5, enquanto Bia Haddad Maia faz o último jogo da quadra 6 contra a russa Elena Vesnina.

Programação completa desta segunda-feira


Queda, suor e Preguiça

O primeiro dia de Roland Garros teve como destaque a queda da alemã Angelique Kerber na primeira rodada diante da russa Ekaterina Makarova, que fechou com duplo 6/2 e marcou a primeira vez que uma cabeça de chave 1 não passou da estreia em Paris.

Não que fosse uma surpresa Kerber não conquistar o título na França, vide a fase da líder do ranking mundial, mas a queda com apenas quatro games ganhos deixa aberta a briga pela liderança da WTA, que pode ser de Karolina Pliskova, se for à final, ou a romena Simona Halep, em caso de título.

O destaque positivo foi a estreia vitoriosa da tcheca Petra Kvitova, superada a lesão na mão causada por um assalto em seu apartamento há alguns meses. Ela derrotou a americana Julia Boserup com 6/3 6/2 e terá na segunda rodada outra americana, a carismática Bethanie Mattek-Sands.

Thomaz Bellucci foi o primeiro brasileiro a estrear e sofreu com o calor em Paris na partida contra o sérvio Dusan Lajovic. Demonstrando claramente cansaço, o brasileiro não fez um grande jogo, mas conseguiu virar e fechar com 4/6 7/5 6/4 6/4 para seguir no torneio e encarar o francês Lucas Pouille, outro que não teve vida fácil no primeiro dia, mas bateu Julien Benneteau no quinto set.

Dominic Thiem e Bernard Tomic fizeram um primeiro set interessante, mas bastou. O austríaco acabou domindo o jogo e, com exceção de um ou outro ponto bem jogado, Tomic demonstrou aquela ‘boa vontade’ que lhe é comum e se despediu na primeira rodada, com vitória de Thiem por 6/4 6/0 6/2.

Celebração, ausências e incertezas em Roland Garros 2017

Crédito: FFT

Com um efeméride emblemático para os brasileiros, Roland Garros inicia neste domingo, a partir das 11h locais (6h de Brasília) mais uma edição contando com algumas marcas, além de presenças e ausências notáveis, que só trazem mais incertezas neste ano.

Entre as marcas, a principal para os brasileiros é a da comemoração dos 20 anos do primeiro título de Gustavo Kuerten em Paris, em 1997. Guga será bastante festejado pelas duas décadas da incrível conquista, uma delas foi disponibilizada na sexta-feira pela Federação Francesa de Tênis, com um documentário bem emocionante, embora com algumas ausências de figuras que fizeram parte da conquista, como o técnico Larri Passos e a assessora de imprensa Diana Gabanyi. Confira o vídeo abaixo:

 

Também na sexta-feira foram definidas as chaves principais de simples, a masculina tendo Andy Murray, Novak Djokovic, Stan Wawrinka e Rafael Nadal como os quatro principais cabeças de chave, sendo que Djokovic aparece pela primeira vez ao lado do americano Andre Agassi, agora técnico, depois de ter dispensado a equipe toda. Murray, que nunca é muito “normal”, vive um momento inconstante, o sorteio das chaves sorriu para Wawrinka, que já conquistou o torneio há dois anos, enquanto Nadal voltou a apresentar um bom nível de tênis no saibro e não tem como deixar de ser favorito no momento.

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Rafael Nadal busca o 10º título Crédito: FFT

Outros nomes que chegam podendo buscar a taça são os do austríaco Dominic Thiem, dono de uma temporada bastante eficiente no saibro, além do novato alemão Alexander Zverev, primeiro nascido nos anos 90 a vencer um Masters 1000 na última semana em Roma. A ausência é o veterano Roger Federer, que começou bem a temporada, mas decidiu não sujar as meias no saibro depois de ter levado o Australian Open e os Masters de Indian Wells e Miami.

Thiem estreia já neste domingo contra o australiano Bernard Tomic, um jogador considerado chato (em todos os sentidos), que busca quebrar o ritmo e a paciência dos adversários. Pelo que fez no ano, o austríaco dificilmente será surpreendido.

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Rogerinho amparado por Wawrinka após lesionar o tornozelo em Genebra Crédito: Geneva Open ATP

Ainda sobre a chave masculina, este ano o Grand Slam parisiense tem três tenistas brasileiros em ação, com Thomaz Bellucci, Rogerio Dutra Silva e Thiago Monteiro. Bellucci teve alguns momentos bons no ano, como a semana em Houston, onde foi vice-campeão, Rogerinho vive talvez a melhor fase da carreira aos 33 anos, tanto em termos de ranking, quanto de resultados, mas abandonou a segunda rodada de Genebra contra Wawrinka (campeão do torneio) depois de cair em quadra e sentir uma lesão no tornozelo. Monteiro está na busca por se firmar no top 100 e os últimos resultados não foram bons, o que pode mudar com uma boa estreia em Paris.

O primeiro brasileiro a estrear é Thomaz Bellucci, que encara o sérvio Dusan Lajovic no último jogo da quadra 17. O sérvio é número 78 do mundo, não faz uma temporada excepcional, ainda menos no saibro, onde acumulou na Europa derrotas para o húngaro Attila Balasz (272º), no quali de Budapeste, para o novato americano Reilly Opelka (166º) no Challenger de Aix en Provence, na França, além de parar diante do jovem francês Benjamin Bonzi (então 306º), nas quartas de final do Challenger de Bordeaux, seu torneio mais recente.

Bellucci vem de vitórias maiores, além de jogos perdidos depois de ter larga vantagem, sempre um perigo quando lembramos que serão jogados cinco sets. Mas o favoritismo da partida é total do brasileiro.

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Victoria Azarenka presente apenas no Kids Day em Roland Garros 2017    Crédito: Corinne Dubreuil/FFT

Pela chave feminina, esta edição é de ausências. Serena Williams está grávida, Victoria Azarenka virou mãe e ainda não voltou a jogar, Maria Sharapova teve negado convite até para o qualifying depois de encerrar a suspensão por doping. Outras jogadoras como Garbiñe Muguruza e Simona Halep tiveram problemas físicos antes de Roland Garros, mas estão confirmadas no torneio e surgem entre as favoritas.

A cabeça de chave 1 é a alemã Angelique Kerber, número 1 do mundo, que vem numa fase lazarenta e não está cotada entre as favoritas. A cabeça de chave 2 é Karolina Pliskova, que não é lá uma especialista no saibro, tendo caído para Anastasija Sevastova na segunda rodada de Madri e Elina Svitolina nas quartas em Roma. Halep é a cabeça 3 e, se estiver bem fisicamente pode brigar pelo título em Paris, tem uma chave boa para isso. Quarta cabeça de chave, Muguruza estreia contra a campeã de 2010, a italiana Francesca Schiavone, e pode ir bem se também estiver 100% recuperada.

Mas o mais legal neste Roland Garros é ver a tcheca Petra Kvitova de volta depois de ela ter ficado afastada vítima de um assalto no qual foi esfaqueada. É ela que terá a honra de abrir a programação da Philippe Chatrier contra a americana Julia Boserup.

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Bia Haddad Maia furou o quali em Paris Crédito: Corinne Dubreuil/FFT

Para os brasileiros, outro destaque é a presença da paulista Beatriz Haddad Maia, a Bia, que furou o qualifying de um Grand Slam pela primeira vez na carreira e se torna apenas a 11ª tenista do Brasil a jogar a chave de simples de Roland Garros na Era Aberta (desde 1968) – enquanto no masculino foram 31 no período. Ela estreia na chave principal segunda-feira contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo, que é experiente mas acumula quatro derrotas consecutivas na gira de saibro, as duas mais recentes para jogadoras que vieram do qualifying.

Kerber joga logo em seguida contra a russa Ekaterina Makarova. Outro jogo de destaque é a estreia da russa Svetlana Kuznetsova, campeã em 2009 e vice em 2006, que encara a americana Christina McHale. A inesgotável Venus Williams é mais uma que estreia neste domingo contra a chinesa Qiang Wang buscando uma boa campanha, sendo que desde 2007 não alcança as quartas de final.

Cabeça 6, Dominika Cibulkova não vem de bons jogos na gira de saibro e estreia também neste domingo contra a espanhola Lara Arruabarrena.

Os jogos de Roland Garros serão transmitidos ao vivo pelo Bandsports, única emissora que detém os direitos de transmissão do torneio no Brasil. Além da TV, os jogos também podem ser vistos pela internet no site http://www.bandsports.com.br. Para quem gosta de sofrer, tem ainda o app oficial e o site oficial de Roland Garros com o placar ao vivo.

Clique aqui para conferir a programação deste domingo.

Abaixo as chaves completas:

Masculina

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Feminina

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