De Astana a Osaka, quem é quem nos confrontos da Copa Davis

Crédito: Takeo Tanuma/ITF

Nos próximos três dias serão definidos os países classificados para a final da Copa Davis e também aqueles que estarão no Grupo Mundial da competição em 2018, que tem o sorteio da chave agendado para a manhã de quarta-feira em Londres, em evento que também sorteara a próxima Fed Cup.

Ao todo o fim de semana da Copa Davis movimenta 10 países entre semifinais e Playoffs do Grupo Mundial. Entram em quadra Alemanha, Argentina, Belarus, Brasil, Canadá, Cazaquistão, Colômbia, Croácia, Holanda, Hungria, Índia, Japão, Portugal, República Tcheca, Rússia e Suíça, na disputa por oito vagas na chave de 2018, que já tem garantidos Austrália, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Sérvia.

O Sportv e o Bandsports transmitem o confronto entre Brasil e Japão além das semifinais.

Crédito: Philippe Buissin/ITF

Nas semifinais, Bélgica e Austrália jogam em Bruxelas, enquanto França e Sérvia se enfrentam em Lille, com os belgas liderados por David Goffin buscando a terceira final da história para finalmente conseguir o título, seus rivais australianos contando com Nick Kyrgios para tentar findar o jejum de 14 anos sem títulos, os sérvios bastante desfalcados em busca da segunda final após o título em 2010 e os franceses que contam com os atuais melhores tenistas do país, como Jo-Wilfried Tsonga e Lucas Pouille, além de uma das melhores duplas do mundo formada por Herbert e Mahut. O último título francês foi em 2001.

Confira abaixo os jogos, horários e os jogadores de cada confronto das semifinais:

🇧🇪 – 🇦🇺

Local: Palais 12, Bruxelas (BEL) – Saibro coberto
Horários: Sexta às 9h – Sábado às 10h – Domingo às 9h (Brasília)


🇫🇷 – 🇷🇸

Local: Stade Pierre Mauroy, Lille (FRA) – Saibro descoberto
Horários: Sexta às 8h – Sábado às 9h – Domingo às 8h (Brasília)


Nos Playoffs do Grupo Mundial, alguns confrontos são interessantes justamente devido aos desfalques, mas há outros bem discrepantes como Rússia e Hungria ou Canadá e Índia. Só que Copa Davis é Copa Davis e vice e versa, como diria o poeta. De vez em quando aparece um tenista com ranking muito baixo e surpreende, um duplista ganha jogo de simples de um top 50 e por aí vai.

Crédito: Srdjan Stevanovic/ITF

Veja abaixo os confrontos e as respectivas informações:

🇯🇵 – 🇧🇷

Local: Utsubo Tennis Center, Osaka (JPN) – Duro descoberto
Horários: Quinta às 23h – Sexta às 23h – Sábado às 23h (Brasília)

🇰🇿 – 🇦🇷

Local: National Tennis Centre, Astana (KAZ) – Duro coberto
Horários: Sexta às 3h – Sábado às 5h – Domingo às 5h (Brasília)

🇨🇴 – 🇭🇷

Local: Plaza de Toros la Santamaria, Bogotá (COL) – Saibro descoberto
Horários: Sexta às 12h – Sábado às 12h – Domingo às 12h (Brasília)

🇨🇭 – 🇧🇾

Local: Swiss Tennis Arena, Biel (SUI) – Duro coberto
Horários: Sexta às 8h – Sábado às 8h – Domingo às 8h (Brasília)

 

🇳🇱 – 🇨🇿

Local: Sportcampus Zuiderpark, Haia (NED) – Saibro coberto
Horários: Sexta às 9h – Sábado às 8h – Domingo às 7h (Brasília)

 

🇵🇹 – 🇩🇪

Local: Centro de Tênis do Jamor, Oeiras (POR) – Saibro descoberto
Horários: Sexta às 7h – Sábado às 10h30 – Domingo às 7h (Brasília)

 

🇭🇺 – 🇷🇺

Local: Kopaszi Dam, Budapeste (HUN) – Saibro descoberto
Horários: Sexta às 11h – Sábado às 9h – Domingo às 9h30 (Brasília)

🇨🇦 – 🇮🇳

Local: Northlands Coliseum, Edmonton (CAN) – Duro coberto
Horários: Sexta às 18h – Sábado às 16h – Domingo às 16h (Brasília)

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As ausências e o rumo da Copa Davis

Crédito: Cristiano Andujar

Um confronto da equipe brasileira abre a série de confrontos que acontecem pela Copa Davis até o domingo, com a disputa de vaga na primeira divisão de 2018 e, principalmente, a decisão dos times classificados para a final da competição na temporada atual. E, como já tem sido tão comum na Copa do Mundo do tênis, será um fim de semana marcado por ausências.

Lesões, aposentadoria da competição, falta de preparo físico, falta de vontade ou alguma presepada mesmo, a lista de jogadores que poderiam estar escalados para jogar este fim de semana é grande:


🇩🇪 Alexander Zverev #4, Mischa Zverev #27, Philipp Kohlschreiber #34 e Florian Mayer #69

🇦🇷 Juan Martin Del Potro #24, Leo Mayer #53, Horacio Zeballos #64 e Federico Delbonis #65

🇧🇷 Rogerio Dutra Silva #74 e Thomaz Bellucci #76

🇨🇦 Milos Raonic #11

🇨🇴 Robert Farah #27D

🇭🇷 Ivo Karlovic #49, Borna Coric #56 e Ivan Dodig #13D

🇳🇱 Jean-Julien Rojer #10D

🇯🇵 Kei Nishikori #14

🇨🇿 Tomas Berdych #19

🇷🇺 Andrey Kuznetsov #88 e Evgeny Donskoy #89

🇷🇸 Novak Djokovic #6, Viktor Troicki #47 e Janko Tipsarevic #68

🇨🇭 Roger Federer #2 e Stan Wawrinka #8

Crédito: Corinne Dubreil/ITF

Sim, a ausência de estrelas em (não apenas) playoffs tem sido cada vez mais frequente na Copa Davis, motivo pelo qual a Federação Internacional de Tênis (ITF) planeja mudanças há anos e está prestes a colocar em prática sem ir no principal foco do problema, é claro.

O problema da competição não é a quantidade de sets, ou a final não ser em local neutro. Há dois problemas mais urgentes que são o calendário e a grana.

Primeiro vamos ao calendário: A rodada que começa hoje acontece seguida ao US Open, sendo que na Davis não é tão simples uma equipe chegar e jogar. Tem uma semana de treinos, o piso muda, a bola muda, a altitude muda, a distância é longa dependendo do país que sedia, tem adaptação ao fuso horário.

Mas é só na semana dos Playoffs? Não, a primeira rodada do Grupo Mundial tem sido logo após o Australian Open, as quartas de final e zonais logo após a sequência dos Masters 1000 de Cincinnati e Miami. E se tivesse mais duas semanas de Davis no ano, encaixariam pós Roland Garros e Wimbledon.

Enfim, mas não se fala em trocar o calendário da competição centenária, o que precisaria de uma negociação forte com a ATP.

Crédito: Corinne Dubreil/ITF

E o outro detalhe que a ITF deixa claro é que quer as estrelas jogando, mas por “patriotismo”. A dona da Davis distribui dinheiro de premiação para as federações/confederações nacionais com um valor não divulgado publicamente e definido a portas fechadas em Assembleia Geral e não são todos os países que repassam a verba diretamente aos atletas seja ela inteira ou descontadas despesas, com valor igualitário ou dividido conforme ranking, com regras claras, enfim.

Não basta demonizar as entidades políticas de cada país e achar que elas são as culpadas. A ITF divulga todo ano um comunicado se gabando do alcance mundial da Davis, a quantidade de espectadores, telespectadores, acessos ao site, mídias sociais e acesso ao seu mais novo canal pago que estreia neste fim de semana com os jogos transmitidos ao vivo para todo o planeta.

Os países que sediam um confronto arcam com as despesas e têm espaço limitado para explorar em patrocínios, pois o produto já vem pronto e com marcas pelas quais arrecada a sua grana a ITF. Então é só a ITF? Não, as entidades de cada país aprovam as contas dela e suas decisões. As mudanças estouram para o lado dos atletas por ser mais fácil, eles não estão presentes nas reuniões e são poucos os países que dão participação a eles nas entidades nacionais.

Crédito Takeo Tanuma/ITF

No Brasil causou um certo espanto as ausências primeiro de Rogerio Dutra Silva e depois de Thomaz Bellucci, cada uma com o seu motivo. Mas a equipe brasileira é um ponto fora da curva quando se fala de ausências por parte do jogador, já que o torcedor sabe escalar o time quase fixo com Bellucci, a dupla Melo/Soares e mais um. Eles geralmente estão presentes até mesmo em zonais, o que não é nem de longe a coisa mais comum numa Copa Davis, só que no nosso caso a quantidade de atletas que temos com nível e experiência neste tipo de competição é o que causa o prejuízo.

Rodada das Eliminatórias terá primeira vaga direta de europeus para a Copa da Rússia

Crédito: Belgian Red Devils

Neste domingo começa a antepenúltima rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, uma rodada que já deve definir bastante coisa na classificação para o Mundial do próximo ano. A Europa deve ter seu primeiro país classificado via eliminatória para se juntar a Brasil, Irã, Japão, México e Rússia. Além disso, tem seleção tradicional em apuros.

A Holanda, por exemplo, joga no exato momento em que escrevo contra a Bulgária e, caso não vença, pode dar adeus até para a repescagem. A França pode colocar nove dedos na vaga com uma (muito provável) vitória sobre Luxemburgo em casa. Tudo isso no grupo B, que ainda tem a Suécia tentando se manter na faixa de repescagem ao encarar Belarus fora de seu território.

Na disputa pela vaga do grupo B, Suíça e Portugal têm compromissos fora de casa contra Letônia e Hungria, respectivamente. Um tropeço dos portugueses e o país que hospeda a sede da Fifa – e até agora venceu todos os seus jogos – fica muito perto da classificação direta, jogando o time de Cristiano Ronaldo na repescagem.

Lá vem eles de novo… Foto: Die Mannschaft

Com 100% de aproveitamento, a Alemanha poderá oficializar sua classificação para a Copa nesta segunda-feira, quando encara a Noruega. Já no Grupo B, a disputa segue um pouco embolada e tem um jogo interessante entre a líder Sérvia e a vice-líder Irlanda, o que pode abrir uma brecha para a chegada do País de Gales, de Gareth Bale, time que encara a fraquíssima Moldávia e está a apenas 4 pontos dos líderes.

A goleada dos dinamarqueses na última rodada diante da então invicta Polônia deixou mais aberta a disputa no Grupo E, com os poloneses ainda liderando com 16 pontos, apenas três a mais que Montenegro e a Dinamarca. Mas a rodada coloca os líderes para receber o saco de pancada do grupo, Cazaquistão, enquanto a Dinamarca joga fora de casa contra Armênia e Montenegro pega a Romênia, que não está tão distante da briga para ir à repescagem.

Outro país invicto, a Inglaterra pega a vice-líder Eslováquia em casa pelo grupo F. Como a diferença é de dois pontos, é a chance de os ingleses acabarem com a esperança dos eslovacos pela vaga direta. Quem perder, se complica. Como se complicou a Itália no sábado ao ser surrada pela Espanha, que ficou com a mão na vaga do Grupo G tendo pela frente Liechtenstein (na terça), Albânia e Israel em outubro para confirmar a primeira posição.

Diabos belgas com a vaga nas mãos. Foto: Belgian Red Devils

Uma vitória basta para a tal “Geração Belga” ir a mais um Mundial no Grupo H. Os belgas jogam fora de casa com a vice-líder Grécia e não poderão mais ser alcançados com mais três pontos. Por fim, a Croácia concluiu na manhã deste domingo (devido à forte chuva do sábado) a sétima rodada no Grupo I com uma vitória simples sobre Kosovo para assegurar a liderança com 16 pontos no grupo mais equilibrado das Eliminatórias Europeias. A próxima rodada tem duelos entre croatas e turcos (estes com 11 pontos), além de Ucrânia (14) contra a Islândia (13).

Seguindo para a África, a Nigéria pode ficar com um pé e meio na vaga nesta segunda-feira, quando enfrenta Camarões fora de casa. Os nigerianos somam 9 pontos no grupo B, 5 a mais que a vice-líder Zambia. Para confirmar a classificação nigeriana, basta uma vitória e um tropeço do time zambiano fora de casa contra a Argélia.

Os demais grupos africanos ainda estão abertos e não têm chances de algum país classificado nesta rodada, apenas em outubro.

Americanos podem se complicar na rodada. Foto: U.S. Soccer

Nas Américas Central, do Norte e Caribe, a Costa Rica receberá na segunda-feira o México precisando de uma vitória para também confirmar a classificação, como fizeram os mexicanos na última semana. Honduras recebe os Estados Unidos, enquanto o Panamá encara Trinidad e Tobago, cenário que pode deixar os americanos fora até da faixa de ida para a repescagem.

A Ásia já tem garantidos Irã e Japão, mas define tudo mesmo na terça-feira, quando acontece a rodada final. A disputa no Grupo A tem Coreia do Sul, Síria e Uzbequistão na disputa pela segunda vaga, enquanto Arábia Saudita e Austrália tentam a classificação no Grupo B. Vale lembrar que os terceiros colocados de cada grupo – hoje Síria e Austrália – se enfrentam para ir à repescagem contra o quarto da Concacaf.

E chegamos à América do Sul, que tem o Brasil classificado a milhas de distância para os demais postulantes às demais três vagas diretas que sobraram e uma de repescagem. A rodada da última semana embolou bastante a disputa, sendo que a distância entre a vice-líder Colômbia (que encara o Brasil na terça) e o oitavo Equador é de 5 pontos. Com os tropeços na rodada passada, Argentina e Chile encaram as já eliminadas Venezuela e Bolívia, respectivamente, com obrigação de vitória pra não complicar para as duas rodadas finais, que acontecem na primeira quinzena de outubro. Equador contra Peru e Paraguai contra Uruguai podem mexer bastante na tabela de classificação.

As marcas de Bia Haddad Maia em Wimbledon

Credito: AELTC/Dave Shopland

Beatriz Haddad Maia não teve referências no tênis feminino brasileiro quando juvenil. Quando pequena, sua tenista favorita no feminino era a belga Justine Henin, na adolescência passou a apontar para Petra Kvitova como o seu modelo favorito de jogo. Falta de jogadoras no top 100, em chaves principais de Grand Slam, com títulos WTA e vitórias em torneios grandes.

Desde quando a paulista de 21 anos nasceu, apenas Teliana Pereira havia disputado a chave principal de Grand Slams e isso aconteceu já no momento em que Bia estava competindo no tênis profissional. Em Wimbledon, o hiato de participações brasileiras foi de 1991 a 2013, um total de 23 edições consecutivas sem nenhuma jogadora do país.

Assim como Teliana foi desbravadora nos últimos três anos, agora chegou o momento de Bia ser a referência para as jovens tenistas. Ela obteve nesta segunda-feira a sua primeira vitória em chave principal de Grand Slam em sua segunda partida disputada neste nível. Em Roland Garros, passou o quali e perdeu para a russa Elena Vesnina, mas em Wimbledon, derrotou a britânica Laura Robson com 6/4 6/2 para se tornar apenas a oitava brasileira a vencer no Slam da grama em simples.

Antes de Bia, nem mesmo Teliana havia conseguido vencer jogos em Londres. A última havia sido a paranaense Gisele Miró, em 1988. As outras seis tenistas brasileiras que venceram partidas em Wimbledon foram Niege Dias, em 1986, Claudia Monteiro, em 1984, Patricia Medrado, em 1982, Suzana Petersen, em 1969, Ingrid Metzner, primeira brasileira a jogar o torneio, em 1956, e Maria Esther Bueno, a única que venceu mais de um jogo na grama inglesa, com um total de 51 vitórias e três títulos conquistados.

A primeira vitória de Bia em Wimbledon encerra um jejum de 28 anos para o Brasil, vai colocá-la em seu melhor ranking da carreira após o torneio inglês, hoje ela estaria próxima de 80ª. E esta também foi o 58º triunfo de uma brasileira no Grand Slam britânico em 92 jogos disputados por tenistas do Brasil, número que é turbinado com as campanhas históricas de Maria Esther Bueno, tricampeã em 1959, 1960 e 1964, além do vice em 1965 e 1966.

A história mostra que poucas brasileiras tiveram o privilégio de jogar a chave principal em Wimbledon, sendo que Bia é apenas a 12ª em mais de 100 anos de torneio. Entre as que não venceram jogos na chave, Maria Helena Amorim, Glaucia Langela, Andrea Vieira e Teliana Pereira se juntam às oito citadas anteriormente.

Há torcedores que lamentaram o fato de a brasileira enfrentar a cabeça de chave 2 do torneio, a romena Simona Halep, já na segunda rodada. Mas pelo histórico de campanhas das brasileiras, Bia já fez grande coisa ao vencer a estreia e tem muita coisa a seu favor. É jovem, ainda desconhecida de algumas das principais jogadoras do circuito, enfrenta uma adversária que tem um jogo que não lhe é tão incômodo, entra sem pressão nenhuma enquanto Halep está em busca do primeiro título de Grand Slam e no número 1 do mundo. E caso consiga uma vitória, o que não seria absurdo pelas condições encontradas, seria a primeira brasileira desde Maria Esther Bueno a vencer mais de um jogo no torneio mais tradicional do tênis.

Tal qual fez Teliana ao encerrar o jejum de brasileiras em chaves principais de Grand Slam, em títulos de WTA e no top 100 do ranking feminino, agora é Bia quem assume o papel principal do tênis feminino brasileiro em um momento no qual as outras jogadoras do país não vivem uma fase promissora. Enquanto Bia vai subindo em seu nível de jogo e nas posições do ranking, Teliana e Paula Gonçalves estão fora do top 300.

E hoje também há poucas jogadoras de menos de 23 anos com bons resultados. Laura Pigossi, de 22 anos, é a 408ª do mundo, Carolina Alves, de 21, é a 456ª, Luisa Stefani é 728ª, Thaisa Pedretti ocupa o número 734, Ingrid Gamarra Martins é 792ª, Karolayne Rosa é 956ª e Rafaela Sanros é 1096ª. Elas são as poucas novatas em um ranking que tem apenas 15 jogadoras brasileiras atualmente. No ranking mundial juvenil, Pedretti é a única entre as 100 melhores.

Bia é um dos raros casos no feminino de tenista que cresceu acompanhada pela Confederação Brasileira de Tênis. Ela recebe apoio com passagens aéreas desde que ingressou na academia de Larri Passos e fez parte do pouco duradouro Projeto Olímpico, em 2011. Um caso de sucesso, mesmo depois de problemas que atrapalharam sua carreira neste período.

O papel tem sido bem feito dentro de quadra por Bia e fora de quadra por sua equipe já há alguns anos. Agora é hora de aproveitar o sucesso dela não apenas para comemorar e se vangloriar do que deu certo, mas que se trabalhe por uma sequência, com meninas de 12, 14, 16 e 18 aproveitando a referência, para que não fiquem tantos tabus a serem quebrados nos próximos 20 ou 30 anos.

Abaixo, a lista de jogos de brasileiras na chave principal de Wimbledon:


1956 – Ingrid Metzner

R128: Ingrid Metzner (BRA) d. Elsa Schmith (DEN) – 6/3 6/4

R64: Pat Hird (GBR) d. Ingrid Metzner (BRA) – 3/6 6/0 7/5


1957 – Maria Helena Amorim

R64: Berna Thung (NED) d. Maria Helena Amorim (BRA) – 6/3 4/6 6/1


1958 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Hazel Cheadle (GBR) – 6/1 6/2

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Renee Schuurman (RSA) – 6/0 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Joan Curry (GBR) – 6/0 6/2

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [4] d. Thelma Long (AUS) – 6/2 6/3

QF: Ann Haydon (GBR) d. Maria Esther Bueno (BRA) [4] – 6/3 7/5


1959 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Pauline Edwards (GBR) – 6/1 6/3

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Margot Dittmeyer (GER) – 4/6 6/1 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Mimi Arnold (USA) – 5/7 6/3 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Ruia Morrison (NZL) – 6/1 7/5

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Edda Buding (GER) – 6/3 6/3

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Sally Moore (USA) [7] – 6/2 6/4

F: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Darlene Hard (USA) [4] – 6/4 6/3


1960 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Christianne Mercelis (BEL) – 6/3 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Tone Schirmer (NOR) – 6/2 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Margaret Hellyer (AUS) – 6/0 6/0

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Angela Mortimer (GBR) [5] – 6/1 6/1

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Christine Truman (GBR) [3] – 6/0 5/7 6/1

F: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Sandra Reynolds (RSA) [8] – 8/6 6/0


1962 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Margaret Vamer (USA) – 6/3 6/4

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Edda Buding (GER) – 6/4 4/6 6/3

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Anna Dmitrieva (URS) – 3/6 6/1 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Deidre Catt (GBR) – 6/2 6/4

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [3] d. Lesley Turner (AUS) [7] – 2/6 6/4 6/2

SF: Vera Sukova (TCH) d. Maria Esther Bueno (BRA) [3] – 6/4 6/3


1963 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Parveen Ahmed (PAK) – 6/0 6/0

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Annette van Zyl (RSA) – 6/2 6/0

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [7] d. Liz Sterkie (GBR) – 6/1 7/5

QF: Billie Jean King (USA) d. Maria Esther Bueno (BRA) [7] – 6/2 7/5


1964 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Carol Prosen (USA) – 6/0 6/3

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Christianne Mercelis (BEL) – 6/1 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Trudy Groenman (NED) – 6/1 6/1

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Robyn Rbbern (AUS) [8] – 6/4 6/1

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Lesley Turner (AUS) [4] – 3/6 6/4 6/4

F: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Margaret Court (AUS) [1] – 6/4 7/9 6/3


1965 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Winnie Shaw (GBR) – 6/3 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Madonna Schacht (AUS) – 6/4 7/5

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Ann Jones (GBR) – 6/4 7/5

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Julie Albert (USA) – 6/2 6/2

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [1] d. Billie Jean King (USA) [5] – 6/4 5/7 6/3

F: Margaret Court (AUS) [2] d. Maria Esther Bueno (BRA) [1] – 6/4 7/5


1966 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Stephanie de Fina (USA) – 6/1 6/2

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Tory Fretz (USA) – 6/2 6/0

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Judy Tegart (AUS) – 6/3 4/6 6/2

QF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Françoise Durr (FRA) [7] – 6/4 6/3

SF: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Ann Jones (GBR) [3] – 6/3 9/11 7/5

F: Billie Jean King (USA) [4] d. Maria Esther Bueno (BRA) [2] – 6/3 3/6 6/1


1967 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Laura Rossouw (RSA) – 6/3 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [2] d. Lynn Abbes (USA) – 6/4 6/0

R16: Rosie Casals (USA) d. Maria Esther Bueno (BRA) [2] – 2/6 6/2 6/3


1968 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Lea Pericoli (ITA) – WO

R64: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Carol Sherriff (AUS) – 6/4 6/1

R32: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Julie Heldman (USA) – 6/4 6/1

R16: Maria Esther Bueno (BRA) [6] d. Rosie Casals (USA) – 5/7 6/4 6/3

QF: Nancy Richey (USA) [3] d. Maria Esther Bueno (BRA) [6] – 6/4 6/2


1969 – Suzana Petersen

R128: Suzana Petersen (BRA) d. Eva Lundquist (SWE) – 6/4 7/9 6/2

R64: Helen Amos (AUS) d. Suzana Petersen (BRA) – 6/4 3/6 6/4


1970 – Suzana Petersen

R128: Alena Palmeova (TCH) d. Suzana Petersen (BRA) – 6/2 6/3


1976 – Maria Esther Bueno

R128: Maria Esther Bueno (BRA) d. Robin Tenney (USA) – 6/4 6/4

R64: Maria Esther Bueno (BRA) d. Bunny Bruning (USA) – 6/4 3/6 8/6

R32: Maria Esther Bueno (BRA) d. Mona Guerrant (USA) – 6/4 3/6 6/3

R16: Sue Barker (GBR) [7] d. Maria Esther Bueno (BRA) – 2/6 6/2 6/1


1977 – Maria Esther Bueno

R64: Maria Esther Bueno (BRA) d. Janet Newberry (USA) – 1/6 8/6 8/6

R32: Billie Jean King (USA) [5] d. Maria Esther Bueno (BRA) – 6/2 7/5


1979 – Patricia Medrado

R128: Pam Shriver (USA) [16] d. Patricia Medrado (BRA) – 6/4 6/3


1981 – Glaucia Langela

R64: Sue Leo (AUS) d. Glaucia Langela (BRA) – 6/1 4/6 6/2


1982 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Sue Leo (AUS) d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/3 2/6 6/3

R64: Patricia Medrado (BRA) d. Eva Pfaff (GER) – 6/3 7/6

R32: Wendy Turnbull (AUS) [6] d. Patricia Medrado (BRA) – 6/2 6/4


1983 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Elise Burgin (USA) d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/2 6/4

R128: Barbara Potter (USA) [11] d. Patricia Medrado (BRA) – 7/5 6/1


1984 – Claudia Monteiro e Patricia Medrado

R128: Claudia Monteiro (BRA) d. Anna-Maria Fernandez (USA) – 4/6 6/2 9/7

R64: Andrea Temesvari (HUN) [15] d. Claudia Monteiro (BRA) – 6/4 6/1

R128: Michelle Torres (USA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/2 6/7 10/8


1985 – Niege Dias e Patricia Medrado

R128: Elise Burgin (USA) d. Patricia Medrado (BRA) – 7/6 6/2

R128: Diane Balestrat (AUS) d. Niege Dias (BRA) – 6/0 6/2


1986 – Niege Dias e Patricia Medrado

R128: Catherine Suire (FRA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/4 3/6 6/4

R128: Niege Dias (BRA) d. Annabel Croft (GBR) – 1/6 6/2 6/4

R64: Marie Christine Calleja (FRA) d. Niege Dias (BRA) – 6/2 6/4


1987 – Gisele Miró e Niege Dias

R128: Elizabeth Smylie (AUS) d. Niege Dias (BRA) – 6/2 6/3

R64: Isabelle Demongeot (FRA) d. Gisele Miró (BRA) – 6/3 6/1


1988 – Gisele Miró e Patricia Medrado

R128: Catherine Tanvier (FRA) d. Patricia Medrado (BRA) – 6/3 6/1

R128: Akiko Kijimuta (JPN) d. Gisele Miró (BRA) – 4/6 6/0 6/2


1989 – Gisele Miró

R128: Gisele Miró (BRA) d. Elna Reinach (RSA) – 6/1 6/3

R64: Anne Hobbs (GBR) d. Gisele Miró (BRA) – 5/7 6/2 6/4


1990 – Andrea Vieira

R128: Andrea Leand (USA) d. Andrea Vieira (BRA) – 6/3 7/5


2014 – Teliana Pereira

R128: Simona Halep (ROU) [3] d. Teliana Pereira (BRA) – 6/2 6/2


2015 – Teliana Pereira

R128: Camila Giorgi (ITA) [31] d. Teliana Pereira (BRA) – 7/6(4) 6/3


2016 – Teliana Pereira

R128: Varvara Lepchenko (USA) d. Teliana Pereira (BRA) – 5/7 7/6(3) 6/2


2017 – Beatriz Haddad Maia

R128: Beatriz Haddad Maia (BRA) d. Laura Robson (GBR) – 6/4 6/2

A disputa pelo número 1 do tênis em Wimbledon

Foto: LTA

A 131ª edição de Wimbledon começa na manhã desta segunda-feira em um torneio que será palco da disputa pela liderança nos rankings de simples da ATP e da WTA num momento em que não há amplo favoritismo de nenhum tenista na chave masculina e nem na feminina, além daqueles nomes fortes a busca pelos títulos que estão fora desta briga direta por ranking.

Pelo topo do tênis masculino, o britânico Andy Murray, atual líder, tem como concorrentes o espanhol Rafael Nadal, o suíço Stan Wawrinka e o sérvio Novak Djokovic. Dos quatro, apenas o suíço jamais esteve na liderança do ranking mundial.

Já no feminino, que tem a ausência da futura mamãe Serena Williams, a alemã Angelique Kerber é quem tenta manter a liderança contra a concorrência da romena Simona Halep e a tcheca Karolina Pliskova, que buscam o topo do ranking pela primeira vez.

O que abriu a porta para esta concorrência no ranking foi justamente as campanhas pouco regulares dos atuais líderes Andy Murray e Angelique Kerber na temporada.

Murray é o número 1 da ATP desde novembro de 2016 e neste ano conquistou apenas um título, no ATP 500 de Dubai, em março. Nos dois Grand Slams já disputados no ano, parou nas oitavas de final do Australian Open contra o alemão Mischa Zverev (50º) e nas semifinais de Roland Garros contra Wawrinka (3º). Nos quatro torneios de Masters 1000 que disputou, não chegou às quartas de final em Indian Wells, Miami, Madri e Roma.

O único torneio disputado pelo britânico desde Roland Garros foi o ATP 500 de Queen’s, em Londres, também na grama, onde caiu na primeira rodada contra o australiano Jordan Thompson, em dois sets.

Crédito: Divulgação

Ao mesmo tempo em que os líderes são inconstantes, há jogadores com uma temporada de resultados mais consistentes. Rafael Nadal vem da décima conquista em Roland Garros, além do vice-campeonato na Austrália, dos títulos de Monte Carlo e Madri e o vice em Miami na final contra Federer. O espanhol optou por não jogar torneios antes de Wimbledon e utilizou o período para treinar na quadra de grama em Mallorca.

Wawrinka foi semifinalista do Australian Open e vice-campeão de Roland Garros. Seu único título na temporada foi no saibro de Genebra, na Suíça. Também foi finalista em Indian Wells, onde perdeu para Federer. Na grama de Queen’s, perdeu na primeira rodada para o espanhol Feliciano Lopez (32º), em dois sets.

Djokovic começou o ano vencendo o ATP de Doha, no Qatar, mas ficou na segunda rodada do Australian Open contra o uzbeque Denis Istomin (117º) e nas quartas de final em Roland Garros contra o austríaco Dominic Thiem (7º). Na preparação para Wimbledon, conquistou neste fim de semana o ATP 250 de Eastbourne, onde não perdeu sets contra Vasek Pospisil (75º), Donald Young (47º), Daniil Medvedev (52º) e Gael Monfils (16º).

Murray se mantém como número 1 com título ou com o vice-campeonato caso Nadal não seja o campeão e até perdendo na semifinal desde que Nadal e Wawrinka não sejam finalistas.

Nadal assume a liderança do ranking com título sem depender de nenhum resultado. Ele também pode terminar como número 1 perdendo na final desde que Murray não seja o campeão. O espanhol ainda tem mais combinações que o favorecem.

Wawrinka precisa ser campeão sem que o vice seja Murray ou Nadal para virar número 1.

Djokovic precisa ser campeão e contar que Murray e Nadal não passem das quartas de final.

Veja tabela abaixo:

Kerber reassumiu a liderança da WTA em maio deste ano, em posição que já havia estado entre setembro de 2016 e janeiro deste ano, e de março a abril de 2017. Ela vem em uma temporada sem títulos, parou nas oitavas de final do Australian Open e na primeira rodada de Roland Garros. No torneio de Eastbourne, preparatório para Wimbledon, perdeu nas quartas de final para a britânica Johanna Konta.

A romena Simona Halep é a atual número 2 em uma temporada na qual perdeu na primeira rodada do Australian Open e ficou com o vice-campeonato de Roland Garros contra uma improvável Jelena Ostapenko. Mas ela conquistou um título importante no Premier de Madri e foi finalista de Roma. Antes de Wimbledon, perdeu nas quartas de final de Eastbourne para a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

Crédito: Divulgação

Número 3 da WTA antes de Wimbledon, a tcheca Karolina Pliskova é a tenista que chega no melhor momento e com as maiores chances de sair de Londres como líder do ranking. Embora tenha perdido nas quartas de final do Australian Open e na semifinal de Roland Garros, ela obteve os títulos de Brisbane, Doha e conquistou o torneio no último evento preparatório para o Grand Slam britânico, em Eastbourne.

Atual campeã de Wimbledon, Kerber precisa defender o título e contar com as quedas de Halep e Pliskova antes das semifinais para manter a liderança.

Halep assume o número 1 do  ranking WTA se conquistar o título, que seria o seu primeiro de Grand Slam na carreira. Ela também pode ser líder com o vice desde que a campeã não seja Pliskova.

Já Pliskova será número 1 conquistando o título independentemente da vice-campeã. Caso perca a final, ela também vira líder desde que a vencedora não seja Halep.

Veja tabela abaixo:

Mas seriam os tenistas que estão em busca da liderança os principais favoritos ao título? Não necessariamente, já que o torneio marca a volta do suíço Roger Federer no masculino. Ele venceu o Australian Open e os Masters 1000 de Indian Wells e Miami antes de um hiato até a temporada de grama. No feminino, a tcheca Petra Kvitova conquistou na fase de preparação para Wimbledon o título de Birmingham e chega também como candidata ao seu terceiro título em Londres.

A programação tem jogos a partir das 7h30 (de Brasília) nesta segunda-feira, com jogos transmitidos pela ESPN e o Sportv. Neste primeiro dia estreiam Andy Murray, Stan Wawrinka, Rafael Nadal e Nick Kyrgios pela chave masculina, enquanto Petra Kvitova, Simona Halep, Elina Svitolina e Victoria Azarenka jogam pela feminina. Entre os brasileiros, Bia Haddad Maia abre a quadra 18 (aquela!) contra a anfitriã Laura Robson, Rogerio Dutra Silva encara o francês Benoit Paire na abertura da quadra 4 e Thiago Monteiro faz o primeiro jogo da quadra 16 contra o australiano Andrew Whittington, que veio do qualifying.

Confira abaixo a programação desta segunda-feira:

QUADRA CENTRAL – 9h

Andy Murray (GBR) [1] vs Alexander Bublik (KAZ)

Johanna Larsson (SWE) vs Petra Kvitova (CZE) [11]

Daniil Medvedev (RUS) vs Stan Wawrinka (SUI) [5]

QUADRA 1 – 9h

Elise Mertens (BEL) vs Venus Williams (USA) [10]

Rafael Nadal (ESP) [4] vs John Millman (AUS)

Johanna Konta (GBR) [6] vs Su-Wei Hsieh (TPE)

QUADRA 2 – 7h30

Jo-Wilfried Tsonga (FRA) [12] vs Cameron Norrie (GBR)

Marina Erakovic (NZL) vs Simona Halep (ROU) [2]

Philipp Kohlschreiber (GER) vs Marin Cilic (CRO) [7]

Maryna Zanevska (BEL) vs Heather Watson (GBR)

QUADRA 3 – 7h30

Nick Kyrgios (AUS) [20] vs Pierre-Hugues Herbert (FRA)

Ashleigh Barty (AUS) vs Elina Svitolina (UKR) [4]

Ivo Karlovic (CRO) [21] vs Aljaz Bedene (GBR)

Jelena Ostapenko (LAT) [13] vs Aliaksandra Sasnovich (BLR)

QUADRA 12 – 7h30

Nao Hibino (JPN) vs Madison Keys (USA) [17]

Kei Nishikori (JPN) [9] vs Marco Cecchinato (ITA)

Dominika Cibulkova (SVK) [8] vs Andrea Petkovic (GER)

Steve Johnson (USA) [26] vs Nicolas Kicker (ARG)

QUADRA 18 – 7h30

Beatriz Haddad Maia (BRA) vs Laura Robson (GBR)

Fernando Verdasco (ESP) [31] vs Kevin Anderson (RSA)

Marton Fucsovics (HUN) vs Gilles Muller (LUX) [16]

QUADRA 4 – 7h30

Rogerio Dutra Silva (BRA) vs Benoit Paire (FRA)

Peter Gojowczyk (GER) vs Marius Copil (ROU)

Ying-Ying Duan (CHN) vs Ana Bogdan (ROU)

QUADRA 5 – 7h30

Andrey Kuznetsov (RUS) vs Karen Khachanov (RUS) [30]

Norbert Gombos (SVK) vs Andreas Seppi (ITA)

Madison Brengle (USA) vs Richel Hogenkamp (NED)

Marketa Vondrousova (CZE) vs Shuai Peng (CHN)

QUADRA 6 – 7h30

Simone Bolelli (ITA) vs Yen-Hsun Lu (TPE)

Mirjana Lucic-Baroni (CRO) [26] vs Carina Witthoeft (GER)

Jiri Vesely (CZE) vs Illya Marchenko (UKR)

QUADRA 7 – 7h30

Denis Shapovalov (CAN) vs Jerzy Janowicz (POL)

Barbora Strycova (CZE) [22] vs Veronica Cepede Royg (PAR)

Lukas Rosol (CZE) vs Henri Laaksonen (SUI)

QUADRA 8 – 7h30

Camila Giorgi (ITA) vs Alize Cornet (FRA)

Julien Benneteau (FRA) vs Sergiy Stakhovsky (UKR)

Damir Dzumhur (BIH) vs Renzo Olivo (ARG)

Donna Vekic (CRO) vs Natalia Vikhlyantseva (RUS)

QUADRA 9 – 7h30

Carlos Berlocq vs Nikoloz Basilashvili (GEO)

Sara Sorribes Tormo (ESP) vs Naomi Osaka (JPN)

Caroline Garcia (FRA) [21] vs Jana Cepelova (SVK)

Facundo Bagnis (ARG) vs Radu Albot (MDA)

QUADRA 11 – 7h30

Thomas Fabbiano (ITA) vs Sam Querrey (USA) [24]

Francesca Schiavone (ITA) vs Mandy Minella (LUX)

Viktor Troicki (SRB) vs Florian Mayer (GBR)

Françoise Abanda (CAN) vs Kurumi Nara (JPN)

QUADRA 14 – 7h30

João Sousa (POR) vs Dustin Brown (GER)

Malek Jaziri (TUN) vs Lucas Pouille (FRA) [14]

Naomi Broady (GBR) vs Irina-Camelia Begu (ROU)

Sabine Lisicki (GER) vs Ana Konjuh (CRO) [27]

QUADRA 15 – 7h30

Aryna Sabalenka (BLR) vs Irina Khromacheva (RUS)

Andras Haider-Maurer (AUT) vs Roberto Bautista Agut (ESP) [18]

Katerina Siniakova (CZE) vs Maria Sakkari (GRE)

Jennifer Brady (USA) vs Danka Kovinic (MNE)

QUADRA 16 – 7h30

Thiago Monteiro (BRA) vs Andrew Whittington (AUS)

Kristyna Pliskova (CZE) vs Roberta Vinci (ITA) [31]

Tommy Haas (GER) vs Ruben Bemelmans (BEL)

Elena Vesnina (RUS) [15] vs Anna Blinkova (RUS)

QUADRA 17 – 7h30

Kai-Chen Chang (TPE) vs Qiang Wang (CHN)

Donald Young (USA) vs Denis Istomin (UZB)

Dmitry Tursunov (RUS) vs Fabio Fognini (ITA) [28]

Yulia Putintseva (KAZ) vs Anastasija Sevastova (LAT) [18]

A SER DEFINIDO 1

Não antes das 13h

Victoria Azarenka (BLR) vs Catherine Bellis (USA)

Não antes das 13h

Carla Suarez Navarro (ESP) [25] vs Eugenie Bouchard (CAN)

Roland Garros e a realidade do tênis feminino na América do Sul

Veronica Cepede Royg

Desde o início da Era Aberta do tênis, Roland Garros sempre teve jogadoras sul-americanas na chave feminina de simples, é o Grand Slam do saibro, o piso onde são formados os tenistas sul-americanos em geral e da maior parte dos torneios juvenis e profissionais realizados no continente. Mas desde o início da década atual, o número de tenistas caiu significativamente e em 2017 tivemos apenas três representantes da América do Sul na chave principal em Paris.

Bia jogou a chave principal em Paris
Crédito: Corinne Dubreuil/FFT

Beatriz Haddad Maia precisou passar pelo qualifying para chegar à chave e jogar pela primeira vez um Grand Slam como profissional. Além dela, a colombiana Mariana Duque Marino e a paraguaia Veronica Cepede Royg conseguiram a entrada no torneio.

Cepede Royg e Duque Marino foram longe para a expectativa em relação às sul-americanas no torneio e duelam por uma vaga na quarta rodada, que terá uma jogadora do continente pela primeira vez desde 2011, quando a argentina Gisela Dulko chegou às oitavas.

Além das três tenistas já citadas, estiveram em Paris a argentina Nadia Podoroska e a paraguaia Montserrat Gonzalez, que perderam no quali.

Em 1968, eram 10 tenistas da América do Sul jogando em Roland Garros, número que variou bastante nos anos seguintes, mas nunca havia ficado oito edições seguidas com menos de quatro jogadoras na chave principal, o que mostra a realidade do tênis feminino no continente.

Na Fed Cup deste ano não teve nenhum país da América do Sul nem mesmo nos Playoffs do Grupo Mundial II, nem no Grupo Mundial I ou II. Desde 2009, época da Argentina de Dulko, a elite da competição feminina por equipes não tem um país sul-americano.

No ranking da WTA anterior a Roland Garros, a única sul-americana presente no top 100 é a paraguaia Cepede Royg, com Bia Haddad bem perto das cem melhores, o que deve voltar a acontecer depois do Grand Slam. Mas além das duas citadas, e de Duque Marino, que está próxima do top 100, há um abismo.

Andrea Gamiz, uma das poucas venezuelanas
Crédito: Cristiano Andujar

Peru e Uruguai, que já tiveram jogadoras na chave de Roland Garros, hoje não têm tenistas ranqueadas na WTA. A Bolívia tem somente Noelia Zeballos, que ocupa a 799ª colocação. Equador e Venezuela têm duas tenistas cada no ranking, sendo que a melhor venezuelana, Andrea Gamiz, é 354ª, e a melhor equatoriana, Charlotte Roemer, é apenas 819ª. O Chile soma seis jogadoras, apenas Daniela Seguel entre as 300 melhores, na 234ª posição.

Embora tenha hoje uma tenista entre as 100 e outra entre as 200, caso de Montserrat Gonzalez, o que já é superior ao momento do Brasil, o Paraguai tem apenas mais duas ranqueadas. A Colômbia tem apenas Duque Marino entre as 500, depois tem mais seis jovens tenistas no ranking, longe de posições de destaque.

Se a América do Sul sempre teve uma jogadora na chave principal de Roland Garros, a Argentina é o país responsável por isso na maioria das edições. O problema é que já chegamos ao terceiro ano sem uma argentina na chave em Roland Garros. Atualmente há 15 jogadoras da Argentina no ranking da WTA, com apenas Nadia Podoroska entre as 300 melhores. O que se pode esperar de melhora para o país vizinho é a idade das jogadoras que somam pontos no circuito profissional.

Paula Ormaechea foi a última argentina na chave de Roland Garros, em 2014
Crédito: Cristiano Andujar

Por fim, como vai o Brasil? Hoje Bia Haddad Maia começa a se firmar aos 20 anos e recuperada das lesões que adiaram sua chegada ao circuito de elite. Teliana Pereira teve seu grande momento recentemente ao recolocar o país no top 100, de Grand Slam e títulos de WTA, mas não está em um bom momento na carreira em 2017, assim como Paula Gonçalves, Gabriela Cé e Laura Pigossi, que tiveram bons resultados em anos recentes nos torneios WTA, mas não mantiveram.

O problema é que a média de idade das brasileiras no ranking não é baixa, o país teve uma geração que conseguiu feitos importantes (com as jogadoras citadas acima), mas tal qual toda a América do Sul, não teve auto-crítica, não fez trabalho diferenciado visando o desenvolvimento do tênis feminino.

Teliana Pereira campeã em Florianópolis 2015
Crédito: Cristiano Andujar

O Brasil teve dois torneios WTA, que ajudaram enquanto existiam e agora exibem o abismo. Teliana ganhou um deles? Ganhou. Mas o momento da Teliana já era bom mesmo antes dos torneios no Brasil, ela já vinha em uma crescente jogando fora do país. Óbvio que em casa ajuda, ela ganhou em Floripa quando jogou no saibro e foi bem na primeira edição do Rio. Mas Bia, que jogou em boas condições físicas apenas dois dos torneios realizados, acaba de chegar ao seu auge sem haver nenhum deles para jogar.

Paula Gonçalves teve problemas ao arriscar no calendário de 2017
Crédito: Cristiano Andujar

O Brasil teve dois torneios WTA, mas o calendário profissional feminino não teve uma progressão com torneios acima dos ITF 10k e 25k. Não teve torneios de 50k, 75k ou 100k. São caros? Sim, mas um WTA também é. E falar em torneios caros pensando o quanto se usou de Lei de Incentivo ao Esporte nos últimos anos para Challengers, Futures com áreas VIP injustificáveis e torneios de veteranos soa um pouco como fugir da realidade.

As jogadoras tinham de pular de um Future para um WTA. Se quisessem evoluir, que viajassem. Óbvio que é importante viajar para evoluir, mas a resposta no tênis masculino geralmente não vai pelo mesmo caminho. Os Challengers existiram em todos os níveis até o ano passado. O apoio a jogadoras nunca passou de quatro ou cinco no feminino, bem diferente do masculino. A política feita aqui para o feminino só ajudou a reduzir o número de jogadoras.

Quando você tem um grande evento (seja ele um ídolo que estoura ou um torneio grande que vem ao país), você espera que o número de jogadores cresça. Só que o tênis feminino brasileiro tinha mais de 30 ranqueadas entre 2011 e 2013, hoje são 16, um ano apenas depois do fim do WTA de Florianópolis e do torneio feminino no Rio Open. Que evolução é esta?

Estreante na Fed Cup 2017, Luisa Stefani joga o circuito universitário nos EUA
Crédito: ITF

Na Fed Cup deste ano, ficou claro o problema com a falta de Paula Gonçalves e Bia Haddad Maia, quando o país jogou para não ser rebaixado ao Zonal Americano II. As duas mais experientes, Teliana e Gabriela não vinham em boa fase, Luisa Stefani e Carolina Alves vinham a primeira do circuito universitário americano e a segunda de torneios future. E o país teria poucas opções se nenhuma das quatro pudesse jogar no México. Em 2014 foi o único ano na década que o Brasil se classificou para os Playoffs do Grupo Mundial. E a capitã Carla Tiene foi dispensada do cargo no ano seguinte depois de ter ficado com o vice-campeonato do Zonal em 2015.

É só o Brasil? Claro, que não! Por isso você leu lá no começo um comparativo de toda a América do Sul, pois o problema está em todo o continente. Você já deve ter ouvido e lido bastante que o tênis feminino está na Europa. Mas a realidade é que isso acontece pelo fato de o tênis sul-americano não evoluir. Alguma coisa está errado por nossos lados, seja na escolinha, no acompanhamento no juvenil, na formação de técnicos voltados ao tênis feminino e na formação de calendários e organização de torneios.

Você também já deve ter ouvido que o problema é cultural numa forma de transferirem o problema às jogadoras, que são as últimas a serem culpadas, pois o problema está sim na cultura, mas na cultura de organização, na cultura em que a auto-crítica é proibida e “estamos sempre em um grande momento”, mesmo que a história e o trabalho em outros continentes mostrem que estamos errados.

Novo técnico do Sport, Luxemburgo acumula títulos estaduais e demissões na última década

Um dos técnicos mais vencedores do futebol brasileiro, Vanderlei Luxemburgo foi anunciado na noite desta segunda-feira para comandar o Sport até o fim da temporada 2017. Depois de quase dois anos afastado, ele tenta mudar o histórico dos últimos dez anos, marcado por títulos estaduais, brigas contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e problemas de relacionamento com elenco e dirigentes.

Responsável pela montagem de times campeões nas décadas de 90 e 2000 – quando conquistou cinco títulos brasileiros por Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e Santos, além de uma Copa do Brasil pelo Cruzeiro, e uma Copa América com a Seleção Brasileira, além da passagem pelo comando do poderoso Real Madrid, Luxa só conseguiu a partir de 2006 fazer times campeões em campeonatos estaduais: Paulista (2006 e 2007, pelo Santos, e 2008, Palmeiras), Mineiro (2010, Atlético-MG) e Carioca (2011, Flamengo).

Ele foi campeão paulista e ficou com o vice-campeonato brasileiro pelo Santos em 2007, mas desde então oscila entre campanhas que levaram times a brigar por vagas na Libertadores ou contra o rebaixamento, além de bater de frente com estrelas de seus elencos, perdendo a queda de braço na maioria das vezes.

No Palmeiras de 2008/09, conquistou um título paulista e depois entrou na dividida no caso Keirrison, que custou sua demissão numa temporada na qual o clube paulista chegaria a brigar pelo título até a última rodada. Em seguida, na volta ao Santos (2009), teimava em deixar no banco Neymar, a quem chegou a definir como ‘filé de borboleta’. O desempenho ruim no Brasileiro custou mais uma demissão no fim daquele ano.

Pelo Atlético-MG, Luxemburgo conquistou um título estadual em 2010, mas novamente não conseguiu chegar até o fim da temporada e foi demitido do clube em setembro, com o Galo na zona de rebaixamento. Após sua saída, o time conseguiu evitar a queda e terminou em 13º.

Após a saída de Belo Horizonte, Luxa fechou com o Flamengo em 2010 para tentar evitar o rebaixamento para a Série B e teve êxito, ficando em 14º, logo abaixo do seu ex-clube. E foi no Rubro-Negro, contando com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves no time, que ele conseguiu mais um título, o Estadual de 2011 e uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, com a classificação para a Pré-Libertadores ao terminar em quarto lugar e, pela primeira vez desde 2008, concluiu uma temporada por um único clube.

Mas veio 2012 e já no início da temporada o treinador carioca voltou a ter desentendimentos, desta vez com Ronaldinho Gaúcho e membros da diretoria, causando assim sua demissão da Gávea. Saindo do Rio, foi direto ao Grêmio, onde assinou por dois anos.

No Olímpico, Luxemburgo voltou a fazer uma boa campanha no Brasileirão e levou o Tricolor Gaúcho ao terceiro lugar, garantindo a classificação para a Libertadores. Mas a queda nas oitavas de final da competição sul-americana, em 2013, diante do Independiente Santa Fé, da Colômbia, acabou seguida de mais uma demissão.

Ele voltou ao Rio de Janeiro já em julho de 2013 para assumir o Fluminense, time que teria a defender o título brasileiro. Mas em vez de lutar por um novo título, precisou lutar contra o rebaixamento. O clube caiu em campo, mas naquele episódio que ficou marcado pelas punições a Flamengo e Portuguesa por escalações irregulares, acabou se safando no STJD.

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Crédito: Gilvan de Souza/Flamengo

Luxa retornou ao Flamengo em julho de 2014 para evitar o rebaixamento e teve êxito, encerrando o Brasileirão em 10º. Começou o nacional do ano seguinte com uma campanha abaixo do esperado e acumulou mais uma demissão.

Seguiu para o Cruzeiro, onde tinha no currículo a tríplice coroa de 2003, mas durou pouco no comando do clube mineiro, caindo ao acumular seis partidas sem vitória em agosto de 2015. Ele deixou o clube com dez derrotas em 19 jogos realizados.

Depois de uma curta e mal sucedida experiência no futebol chinês, Luxemburgo está de volta ao Brasil para comandar o Sport, o primeiro time do Nordeste que ele dirige. Tem em seu elenco jogadores como Diego Souza, André, Rogério, Osvaldo, Leandro Pereira, Rithely, Samuel Xavier, Mena, Durval, Neris, Matheus Ferraz e o goleiro Magrão.

“É uma grande oportunidade. Minha primeira vez no Nordeste, um grande momento profissional. Vou levar o meu conhecimento a um grande clube”, declarou Luxemburgo ao site de seu novo clube, antes de prometer lutar pelo bicampeonato nacional.

“Vou trabalhar visando uma conquista de um Brasileiro. Assisti a alguns jogos do Sport, que tem jogadores experientes e que mescla com jovens”, concluiu.

Aquele que não se entrega

Rogerio Dutra Silva
Crédito: Cristiano Andujar/CBT

Em um momento inferior a João Souza, o Feijão, Rogerinho recebe uma convocação para defender o Brasil na Copa Davis contra a Espanha, em São Paulo. Sua filha está prestes a nascer, o emocional está pulsando. Torcida e imprensa pegam no pé não apenas do capitão, mas do tenista, que entra em quadra e sente.

Aquele cara que havia dado ao país a vaga nos Playoffs em um momento difícil contra o Equador, sem contar com Thomaz Bellucci e com Guilherme Clezar – que se lesionou durante o confronto -, vira alvo de críticas. Não consegue entrar no jogo e vê o espanhol Roberto Bautista Agut fechar rápido, com 6/0 6/1 6/3. Os termos usados são “atropelo”, “vexame”, “vergonha”, e outros mais.

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Rogerinho com o capitão João Zwetsch no Ibirapuera Crédito: Marcello Zambrana/CBT

O tenista, na época com 30 anos, se afasta de torneios por cinco meses. Seu ranking despenca para baixo do top 500. E recomeça o trabalho de formiguinha… Enquanto o Brasil jogava a Copa Davis em Tecnopolis, em Buenos Aires, ele treinava na mesma cidade, no Parque Sarmiento, quieto, para retomar seu lugar na batalha por títulos de Challenger, qualis de ATP, top 100, primeiras rodadas de Grand Slam e por uma vaga em sua primeira Olimpíada aos 32 anos.

Pouco mais de dois anos depois, Rogerinho chora. Está sendo aplaudido depois de vencer no quinto set – com parciais de 4/6 7/6(5) 2/6 7/6(4) 6/2 – o russo Mikhail Youzhny, ex-integrante do top 10, na primeira rodada de Roland Garros, jogada uma semana depois de uma lesão no tornozelo. Um jogo no qual ele entrou em quadra sem saber se jogaria até o fim, não que estivesse disposto a desistir, mas ainda com o receio de as dores não o deixarem seguir. Outra torção, uma queda em quadra, placar abaixo em 2 sets a 1, match point contra…

Veja a entrevista de Rogerinho ao Bandsports após a vitória

Ele não desistiu. Como não desistiu quando ficou de 2007 até 2011 sem furar um quali de Grand Slam, quando esteve 2 sets a 1 abaixo contra Teymuraz Gabashvili no US Open 2012, ou naquele US Open 2013 contra Vasek Pospisil, que virou depois de salvar sete match points. Como não deixou de lutar ao ter dois sets abaixo contra Nicolas Almagro em Wimbledon do ano passado, ou contra Jared Donaldson no Australian Open deste ano.

Nós podemos duvidar de Rogerinho. Temos todo o direito, embora o histórico nos mostra que temos grandes chances de quebrar a cara, pois ele não duvida de si próprio. Parece que quando fica mais difícil, é quando ele cresce mais.

Rogerinho não foi um juvenil de destaque, jogou poucos torneios ITF Juniors, não foi abraçado por uma entidade desde novo como aquele que seria um futuro campeão. Só se firmou entre os 200 do mundo aos 26 anos e virou top 100 pela primeira vez aos 28.

Ele não tem a técnica perfeita, é barulhento em quadra, mas corre e vai atrás de todas as bolas. Tem um coração absurdo.

Tem uma família que ama tênis. Seu pai, Eulicio, jogou o quali de Roland Garros em 1972, há 45 anos. Seu irmão Daniel joga futures mundo afora até hoje, aos 28 anos. Tem irmã que dá aula de tênis, o primo Alexandre, que viaja e treina a filha Alexandra para encarar o sonho de ser uma profissional do tênis, missão ainda mais dura no Brasil.

Em um momento no qual comemoramos os 20 anos da conquista de um Guga em Roland Garros, que tantos sonham com o surgimento de um novo Guga, eu quero mais é que apareçam uns 10 ou 20 Rogerinhos no esporte brasileiro.

Muguruza e Djokovic não decepcionam na estreia

Atuais campeões de Roland Garros, a espanhola Garbiñe Muguruza e o sérvio Novak Djokovic passaram sem sustos pela estreia, nesta segunda-feira, em Paris.

Iniciando a parceria com o agora técnico Andre Agassi, Djokovic bateu o espanhol Marcel Granollers com 6/3 6/4 6/2. Ele terá na segunda rodada um duelo com o português João Sousa, que espantou a “zica” e despachou o sérvio Janko Tipsarevic.

Muguruza não foi atrapalhada pelo pescoço, que a fez desistir na semifinal de Roma. Contra a italiana Francesca Schiavone, campeã de 2010 em Paris, a espanhola venceu por 2 sets a 0, com 6/2 6/4, e encara a estoniana Anett Kontaveit. Outra cabeça de chave a estrear bem foi Karolina Pliskova, que bateu a chinesa Saisai Zheng, com 7/5 6/2, e pega a russa Ekaterina Alexandrova.

Rafael Nadal também confirmou seu favoritismo e derrotou o francês Benoit Paire com 6/1 6/4 6/1, para encontrar na segunda rodada o holandês Robin Haase. Milos Raonic passou pelo belga Steve Darcis, com 6/3 6/4 6/2, e vai encarar Rogerinho.

Mas o dia não foi muito tranquilo para os franceses. Kristina Mladenovic, cotada para ir longe no torneio, quase ficou pelo caminho na estreia e penou para bater a americana Jennifer Brady, com 3/6 6/3 9/7. Richard Gasquet cedeu um set para o belga Arthur De Greef, mas venceu com 6/2 3/6 6/1 6/3. Já o cabeça 32 Gilles Simon caiu diante do georgiano Nikoloz Basilashvili, com 1/6 6/2 6/4 6/1.

A participação brasileira na chave feminina se encerrou nesta segunda-feira, com a derrota de Bia Haddad Maia para a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo, com 6/2 3/6 6/4. Depois de furar o quali, a paulistana teve bons momentos na partida e mostrou que pode jogar bem contra tenistas do mais alto nível da WTA com alguns ajustes, nada mal para quem está entrando agora no top 100.

Lá vem o número 1

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Andy Murray estreia nesta segunda Crédito: FFT

Andy Murray finalmente estreia em Roland Garros nesta terça-feira, contra o russo Andrey Kuznetsov, no segundo jogo da Philippe Chatrier, que terá a seguir a conclusão do duelo entre o alemão Alexander Zverev e o espanhol Fernando Verdasco, empatado em sets com 1 a 1.

Outro que faz sua primeira partida é o suíço Stan Wawrinka, contra o eslovaco Jozef Kovalik, em dia que ainda tem Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Nick Kyrgios e Juan Martin Del Potro.

HalepParis
Simona Halep encara Cepelova em Roland Garros Crédito: FFT

Uma das favoritas ao título na chave feminina, a romena Simona Halep estreia contra a eslovaca Jana Cepelova, no último jogo programado para a quadra principal do complexo. Já a ucraniana Elina Svitolina duela com a cazaque Yaroslava Shvedova.

Entre os brasileiros, Thiago Monteiro joga sua primeira chave principal de Roland Garros encarando o convidado local Alexandre Muller. E ainda tem as duplas, com Bruno Soares e Jamie Murray contra os sérvios Tipsarevic e Viktor Troicki, Thomaz Bellucci e Carlos Berlocq enfrentando Jean-Julien Rojer e Horia Tecau, além de André Sá e Jonathan Erlich contra Martin Klizan e João Sousa.

Veja a programação completa aqui

Djokovic estreia parceria com Agassi nesta segunda em Paris

Crédito: FFT

Atual campeão de Roland Garros, o sérvio Novak Djokovic é uma das principais atrações na rodada programada para esta segunda-feira e o motivo não é exatamente pela defesa do título, mas a presença de outro campeão em seu box: Andre Agassi.

Em um período turbulento e sem muitas explicações dos motivos, Djokovic dispensou toda a sua equipe técnica há algumas semanas (já havia dado deixado Boris Becker no final de 2016) e depois de viajar com o irmão Marko, anunciou após o vice-campeonato do Masters 1000 de Roma a contratação de Agassi.

Agassi venceu o Aberto da França em 1999 em título que marcou um ‘recomeço’ em sua carreira, inclusive na vida amorosa com Steffi Graf.

Depois de arrumar um guru para dar um jeito em problemas pessoais, Nole buscou Agassi para ajudar a colocar seu tênis novamente nos trilhos depois de interromper uma fase na qual dificilmente era batido.

O primeiro teste será na manhã desta segunda-feira, quando o número 2 do mundo estreia em Roland Garros contra o espanhol Marcel Granollers, no segundo jogo da Philippe Chatrier.

Outro destaque nesta segunda é a estreia de Rafael Nadal em busca do décimo título no Grand Slam francês. Ele encara o francês Benoit Paire no segundo jogo da Suzanne Lenglen.

Rafael Nadal
Nadal estreia em busca do décimo título Crédito: FFT

 

Alexander Zverev também disputa sua primeira partida nesta segunda-feira contra o espanhol Fernando Verdasco, um jogo perigoso para o garoto-prodígio da ATP.

Pela chave feminina, a espanhola Garbiñe Muguruza inicia a defesa do título abrindo a programação da Philippe Chatrier, às 11h locais (6h de Brasília), em jogo contra a Francesca Schiavone, campeã de 2010, que estava em queda-livre nas últimas temporadas, mas faz uma temporada bastante regular, com duas finais e um título no saibro no WTA de Bogotá.

Depois da queda da cabeça de chave 1, a alemã Angelique Kerber, já na primeira rodada neste domingo, o segundo dia de jogos marca a estreia da tcheca Karolina Pliskova, cabeça 2, contra a chinesa Saisai Zheng.

A francesa Kristina Mladenovic também faz sua estreia nesta segunda-feira contra a americana Jennifer Brady. Apesar da queda na primeira rodada de Roma, a francesa somou bons resultados no saibro e tem uma chave que a possibilita uma boa campanha em Paris.

O segundo dia marca a estreia de dois brasileiros em Paris, com Rogerio Dutra Silva encarando o russo Mikhail Youzhny no segundo jogo da quadra 5, enquanto Bia Haddad Maia faz o último jogo da quadra 6 contra a russa Elena Vesnina.

Programação completa desta segunda-feira


Queda, suor e Preguiça

O primeiro dia de Roland Garros teve como destaque a queda da alemã Angelique Kerber na primeira rodada diante da russa Ekaterina Makarova, que fechou com duplo 6/2 e marcou a primeira vez que uma cabeça de chave 1 não passou da estreia em Paris.

Não que fosse uma surpresa Kerber não conquistar o título na França, vide a fase da líder do ranking mundial, mas a queda com apenas quatro games ganhos deixa aberta a briga pela liderança da WTA, que pode ser de Karolina Pliskova, se for à final, ou a romena Simona Halep, em caso de título.

O destaque positivo foi a estreia vitoriosa da tcheca Petra Kvitova, superada a lesão na mão causada por um assalto em seu apartamento há alguns meses. Ela derrotou a americana Julia Boserup com 6/3 6/2 e terá na segunda rodada outra americana, a carismática Bethanie Mattek-Sands.

Thomaz Bellucci foi o primeiro brasileiro a estrear e sofreu com o calor em Paris na partida contra o sérvio Dusan Lajovic. Demonstrando claramente cansaço, o brasileiro não fez um grande jogo, mas conseguiu virar e fechar com 4/6 7/5 6/4 6/4 para seguir no torneio e encarar o francês Lucas Pouille, outro que não teve vida fácil no primeiro dia, mas bateu Julien Benneteau no quinto set.

Dominic Thiem e Bernard Tomic fizeram um primeiro set interessante, mas bastou. O austríaco acabou domindo o jogo e, com exceção de um ou outro ponto bem jogado, Tomic demonstrou aquela ‘boa vontade’ que lhe é comum e se despediu na primeira rodada, com vitória de Thiem por 6/4 6/0 6/2.